sábado, 10 de janeiro de 2015

SOLIDÃO A DOIS por Roberta Carrilho



Passam os dias,
Passam as noites,
Noites que chegam como bálsamo.

Quando durmo, esqueço você.
Você está em tudo,
Tudo que vejo,
Tudo que planejo,
Sonhos que não sei ...
Realidades sem formas.

A única coisa que eu sei
É que tenho que esconder, esquecer,
Aprisionar e calar você.

Tão vivo e pleno em mim.
Perdi a capacidade de silenciar o meu íntimo.

Preciso de paz,
Palavra tão pequena e imensamente desejada
Almejada na alma.

Encontros, desencontros e reencontros
Lados distintos, separados na dor,
Solidão a dois.

Ah!!! Como é dolorido gostar e não poder amar...



Roberta Carrilho 
(10/05/2004)



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