sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

CASA ARRUMADA É ASSIM - Carlos Drummond de Andrade



“A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.” 

Casa arrumada é assim: Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz. 

Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela. Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas… Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida… 

Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar. Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha. Sofá sem mancha? Tapete sem fio puxado? Mesa sem marca de copo? Tá na cara que é casa sem festa. E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança. 

Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde. Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto… 

Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda. A que está sempre pronta pros amigos, filhos… Netos, pros vizinhos… E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia. 

Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente. Arrume a sua casa todos os dias… Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela… E reconhecer nela o seu lugar.

Carlos Drummond de Andrade


quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

CORAGEM PARA MUDAR - Psicografia de Divaldo P. Franco – Vigilância. Ditado por Joanna de Ângelis



Muitos dos conflitos que afligem o ser humano decorrem dos padrões de comportamento que ele próprio adota em sua jornada terrestre.

É comum que se copiem modelos do mundo, que entusiasmam por pouco tempo, sem que se analisem as conseqüências que esses modos comportamentais podem acarretar.

Não se tem dado a devida importância ao crescimento e ao progresso individual dos seres.

Alguns creem que os próprios equívocos são menores do que os erros dos outros.

Outros supõem que, embora o tempo passe para todos, não passará do mesmo modo para eles.

Iludem-se no sentido de que a severidade das leis da consciência atingirá somente os outros.

Embriagados pelo orgulho e pelo egoísmo deixam-se levar pelos desvarios da multidão sem refletir a respeito do que é necessário realmente buscar-se.

É chegado o momento em que nós, espíritos em estágio de progresso na Terra, devemos procurar superar, de forma verdadeira, o disfarçado egoísmo, em busca da inadiável renovação.

Provocados pela perversidade que campeia, ajamos em silêncio, por meio da oração que nos resguarda a tranqüilidade.

Gastemos nossas energias excedentes na atividade fraternal e voltada à verdadeira caridade.

Cultivemos a paciência e aguardemos a benção do tempo que tudo vence.

Prossigamos no compromisso abraçado, sem desânimo, sem vãs ilusões, confiando sempre no valor do bem.

É muito fácil desistir do esforço nobre, comprazer-se por um momento, tornar-se igual aos demais, nas suas manifestações inferiores.

Todavia, os estímulos e gozos de hoje, no campo das paixões desgovernadas, caracterizam-se pelo sabor dos temperos que se convertem em ácido e fel, passados os primeiros momentos.

Aprendamos a controlar nossas más inclinações e lograremos vencer se perseverarmos no bom combate.

Convertamos sombras em luz.

Modifiquemos hábitos danosos, em qualquer área da existência, começando por aqueles que pareçam mais fáceis de serem derrotados.

Sempre que surgir a oportunidade, façamos o bem, por mais insignificante que nosso ato possa parecer.

Geremos o momento útil e aproveitemo-lo.

Não nos cabe aguardar pelas realizações grandiosas, e tampouco podemos esperar glorificação pelos nossos acertos.

O maior reconhecimento que se pode ter por fazer o que é certo é a consciência tranquila.

Toda ascensão exige esforço, adaptação e sacrifício, enquanto toda queda resulta em prejuízo, desencanto e recomeço.

Trabalhemos nossa própria intimidade, vencendo limites e obstáculos impostos, muitas vezes, por nó mesmos.

Valorizemos nossas conquistas, sem nos deixarmos embevecer e iludir por essas vitórias.

Há muitas paisagens, ainda, a percorrer e muitos caminhos a trilhar.

Somente a reforma íntima nos concederá a paz e a felicidade que almejamos.

A mudança para melhor é urgente, mas compete a cada um de nós, corajosa e individualmente, decidir a partir de quando e como ela se dará.


Psicografia de Divaldo P. Franco – Vigilância.
Ditado por Joanna de Ângelis

O CEGO DE JERICÓ - passagem biblica


Marcos 11:46-52
46. Depois foram para Jericó. E, saindo ele de Jericó com seus discípulos, e uma grande multidão, Batimeu, o cego, filho de Timeu, estava assentado junto o caminho, mendigando.
47. E ouvindo que era Jesus de Nazaré, começou a clamar, e a dizer Jesus, filho de Davi! Tem misericórdia de mim.
48. E muitos o repreendiam, para que se calasse; mas ele chamava cada vez mais: Filho de Davi! Tem misericórdia de mim.
49. Jesus, parando, disse que o chamassem; e chamaram o cego, dizendo-lhe: Tem bom ânimo; levante-te, que ele te chama.
50. E ele, lançando de si a sua capa, levantou-se, e foi ter com Jesus
51. E Jesus lhe disse: Que queres que te faça? E o cego lhe disse: Mestre, que eu veja.
52. E Jesus lhe disse: Vê, a tua fé te salvou. E logo viu, e seguiu a Jesus pelo caminho.
Essa passagem narrada por Marcos é de uma riqueza e mostra exatamente qual é a condição de seguir JESUS. Eu costumo dizer que muitas pessoas comem o abacaxi pela casca e esquece realmente saborear o fruto, assim se dá com o evangelho.


Vamos por parte então saborear esta passagem.
Versículo 46
46. Depois foram para Jericó. E, saindo ele de Jericó com seus discípulos, e uma grande multidão, Batimeu, o cego, filho de Timeu, estava assentado junto o caminho, mendigando.
Precisamos entender o que Jesus fazia em Jericó. Jerusalém era a cidade que representa a espiritualidade daquele momento todos os judeus se dirigiam para lá para ofertar e estar com seus deveres com Deus em dia, já Jericó era o oposto era a cidade mais rica da época no território judaico era a cidade onde se cultuava a riqueza e os bens materiais e era justamente por isto que Jesus estava em Jericó levando a sua palavra. Então Jesus saia de Jericó acompanhado de seus discípulos e como sua fama já era conhecida uma multidão o acompanhava, nota-se que Jesus estava na saída de Jericó, ou seja, no caminho para voltar a Jerusalém. A beira do caminho se encontra um cego Bartimeu filho de Timeu mendigando. Era da época ficar na saída ou entrada da cidade para pedir esmolar para os viajantes por isso Bartimeu estava na saída. Nota-se que o evangelista nara a condição de Bartimeu cego e conhecido na cidade pois ele diz que Bartimeu era filho de  Timeu ou seja tinha uma família.
Versículo 47
47. E ouvindo que era Jesus de Nazaré, começou a clamar, e a dizer Jesus, filho de Davi! Tem misericórdia de mim.
Na saída uma multidão acompanhava-o aclamando seu nome e Bartimeu ouvindo o nome de Jesus o reconheceu, pois ele já tinha o conhecimento de quem era Jesus, o homem que fazia milagres. Por isso Bartimeu dirigiu a palavra a Jesus dizendo filho de Davi tem misericórdia de mim. Porque Bartimeu chamou Jesus de filho de Davi. Ora José pai de Jesus era uns dos descendes da casa de Davi ou seja tinha grau de parentesco e isto na época era sempre passado de geração em geração.
Versículo 48
48. E muitos o repreendiam, para que se calasse; mas ele chamava cada vez mais: Filho de Davi! Tem misericórdia de mim.
Agora começa a ficar interessante, Bartimeu gritava para chamar a atenção de Jesus e a multidão o repelia, e ele gritava mais alto, quanto mais à multidão o repeliu-o mais alto ele gritava. O que isto quer dizer? A multidão tem um simbolismo que significa as coisas do mundo, somos tentados a todo o momento a não fazer as coisas certas na nossa vida ou imprevisto de doenças, acidentes, ser uma pessoa de grandes posses, tudo isto nos impede de ser ouvido ou tomar atitudes que possam nos oferecer uma percepção melhor de nós mesmo. Mas chega um momento em nossa vida que queremos dar um basta e passamos a ter novas atitudes, mas mesmo assim as coisas do mundo irão tentar nos impedir e dentro de nós sabemos e não queremos mais agir como o mundo age cada vez que o mundo nos oferece oportunidades boas ou mesmo ruins tomamos atitudes opostas. Por isso Bartimeu gritava mais alto a cada vez que a multidão o repeliu-o.
Versículo 49 e 50
49. Jesus, parando ,disse que o chamassem; e chamaram o cego, dizendo-lhe : Tem bom ânimo; levante-te, que ele te chama.
50. E ele, lançando de si a sua capa, levantou-se, e foi ter com Jesus.
Muito interessante a proeza de Bartimeu, conseguiu parar Jesus. Conta-se nos dedos as narrativas dos evangelistas de pessoas que chamaram a atenção de Jesus, me lembra de uma passagem semelhante a esta: _ Estava Jesus no templo de Jerusalém e uma multidão o acompanhava quando Jesus falou o seguinte; Quem me tocou e os apóstolos responderam: Mestre todos te tocam, mas Jesus respondeu mas alguém me tocou. Notaram a semelhança com este versículo, só somos ouvidos pelo próximo quando somos sinceros, honestos e fieis aos nossos verdadeiros sentimentos.  Por isso o versículo 50 é riquíssimo, vejamos por que. “E ele, lançando de si a sua capa, levantou-se…”. Qual o significado da CAPA?  A capa é um objeto que nos projete das inteperancias do tempo, para pessoa de fora ver uma pessoa com uma capa terá dificuldade de identificá-la ou vê-la por inteiro. Mas a capa na visão espiritual é todo o orgulho e egoísmo dentro de nós que impede de sermos realmente o que somos ou queremos ser e é por isso que Bartimeu conseguiu para Jesus, foi até ele e se fez ouvir porque seus sentimentos eram verdadeiros por isso ele jogou a capa e foi até Jesus. Essa era a grande diferença dele com a multidão e daquela mulher que tocou Jesus no templo, enquanto a multidão queria que Jesus fizesse seus caprichos e somos assim até hoje, queremos que as pessoas façam o achamos o que é certo, eles foram desprovidos disto apenas com a certeza que os sentimentos que sentiam eram verdadeiros. Não conheço uma pessoa que não caia diante do sentimento de amor mesmo um bandido e para dar esse exemplo no livro do médico Dráuzio Varella, onde num capítulo ele narra a carta de uma mãe para filho uns dos bandidos mais temíveis do pavilhão.
Versículo 51
51. E Jesus lhe disse: Que queres que te faça? E o cego lhe disse: Mestre, que eu veja.
Esse versículo representa um momento em nossa existência, quando “A Vida” nos pergunta o que queres da vida? Para muitos quando esta pergunta é feita ainda não tem a resposta pois a “multidão continua repreendendo como estava acontecendo com Bartimeu no versículo 48.  Jesus quando perguntou a ele o que queria, foi simples e objetivo na sua resposta,  
Mestre que veja, então temos ter a certeza do que queremos e “A Vida” dará a resposta simples e objetiva para nós.
Versículo 52
52. E Jesus lhe disse: Vê, a tua fé te salvou. E logo viu, e seguiu a Jesus pelo caminho.
Jesus nunca disse que ele curou e sempre tua fé, no livro Mulheres Fascinantes ditado pelo Espírito de Leon Tolstoi mostra muito bem isto. Quando Jesus olhava para um indivíduo ele via toda a luta deste ser para consigo mesmo em dobrar as suas más tendências e sabia exatamente se a criatura tinha superado isto. Alguns espíritos pedem para reencarnar para serem provados se realmente são capazes de superar essas más tendências, Bartimeu veio ao mundo e não precisava passar por essa prova já tinha superado algumas tendências más e por isso que Jesus falou que a fé dele tinha curado. Recomendo ler o Livro Mulheres Fascinantes e Homens Notáveis que mostrará exatamente isto.
Talvez a palavra mais significativa deste texto seja “CAMINHO”, disse Jesus: Eu sou o caminho, verdade e a vida, ninguém vai ao pai senão por mim. Bartimeu estava a beira do caminho e mostra exatamente a nossa condição espiritual do momento e o mundo que vivemos o de provas e expiações, todos nós ainda estamos a beira do caminho tentando compreender os ensinamentos de Jesus, Bartimeu entendeu a verdade dita por Jesus e foi neste momento que ele entra no caminho e passa a seguir Jesus como modelo e guia para chegar ao Pai.

AMAR FAZ BEM - Hammed




É sempre fácil demais culparmos um cônjuge, um amigo ou uma situação pela insatisfação de nossa alma, porque pensamos que, se os outros se comportassem de acordo com nossos planos e objetivos, tudo seria invariavelmente perfeito. Esquecemos  porém, que o controle absoluto sobre as criaturas não nos é vantajoso e nem mesmo possível.

A felicidade dispensa rótulos, e nosso mundo seria mais repleto de momentos agradáveis se olhássemos as pessoas sem limitações preconceituosas, se a nossa forma de pensar ocorresse de modo independente e se avaliássemos cada indivíduo como uma pessoa singular e distinta.

Pelo Espírito de Hammed



AMOR - Pelo Espírito 'Joanna de Ângelis' Psicografia Divaldo Pereira Franco


Diante, portanto, de qualquer situação, é necessário amar.
Desamado, se deve amar.
Perseguido, é preciso amar.
Odiado, torna-se indispensável amar.
Algemado a qualquer paixão dissolvente, a libertação vem através do amor.
Quando se ama, se é livre.
Quando se ama, se é saudável.
Quando se ama, se desperta para a plenitude.
Quando se ama, se rompem as couraças e os anéis que envolvem o corpo, e o Espírito se movimenta produzindo vida e renovação interior.
O amor é luz na escuridão dos sentimentos tumultuados, apontando o rumo.
O amor é bênção que luariza as dores morais.
O amor proporciona paz.
O amor é estímulo permanente.
Somente, portanto, através do amor, é que o ser humano alcança as cumeadas da evolução, transformando as aspirações em realidades que movimenta na direção do bem geral.
O amor de plenitude é, portanto. o momento culminante do ato de amar.
Desse modo, através do amor, imbatível amor, o ser se espiritualiza e avança na direção do infinito, plenamente realizado, totalmente saudável, portanto, feliz.

Do livro “Amor, Imbatível Amor”
Pelo Espírito 'Joanna de Ângelis'
Psicografia Divaldo Pereira Franco


REFLEXÃO SOBRE O LIVRE-ARBÍTRIO - O Livro dos Espíritos – Allan Kardec




A questão do livre-arbítrio pode resumir-se assim: o homem não é fatalmente conduzido ao mal; os atos que pratica não “estavam escritos”; os crimes que comete não são o resultado de um decreto do destino. Ele pode, como prova e expiação, escolher uma existência em que se sentirá arrastado para o crime, seja pelo meio em que estiver situado, seja pelas circunstâncias supervenientes. Mas será sempre livre de agir como quiser.


Sem o livre-arbítrio, o homem não tem culpa do mal, nem mérito no bem; e isso é de tal modo reconhecido que no mundo se proporciona sempre a censura ou o elogio à intenção, o que quer dizer à vontade; ora, quem diz vontade diz liberdade.

Assim, o livre-arbítrio existe, no estado de Espírito, com a escolha da existência e das provas; e, no estado corpóreo, com a faculdade de ceder ou resistir aos arrastamentos a que voluntariamente estamos submetidos.

Cabe à educação combater as más tendências, e ela o fará de maneira eficiente quando se basear no estudo aprofundado da natureza moral do homem. Pelo conhecimento das leis que regem essa natureza moral, chegar-se-á a modificá-la, como se modificam a inteligência pela instrução e as condições físicas pela higiene.

O Espírito desligado da matéria, no estado errante, faz a escolha de suas futuras existências corpóreas segundo o grau de perfeição que tenha atingido. É nisso, como já dissemos, que consiste sobretudo o seu livre-arbítrio.

Essa liberdade não é anulada pela encarnação. Se ele cede à influência da matéria, é então que sucumbe nas provas por ele mesmo escolhidas. E é para o ajudar a superá-las que pode invocar a assistência de Deus e dos bons Espíritos.

As faltas que cometemos têm, portanto, sua origem primeira nas imperfeições do nosso próprio Espírito, que ainda não atingiu a superioridade moral a que se destina, mas nem por isso tem menos livre-arbítrio.

A doutrina espírita é evidentemente mais moral: ela admite para o homem o livre-arbítrio em toda a sua plenitude; e, ao lhe dizer que, se pratica o mal, cede a uma sugestão má que lhe vem de fora, deixa-lhe toda a responsabilidade, pois lhe reconhece o poder de resistir, coisa evidentemente mais fácil do que se tivesse de lutar contra a sua própria natureza.

Assim, segundo a doutrina espírita, não existem arrastamentos irresistíveis: o homem pode sempre fechar os ouvidos à voz oculta que o solicita para o mal no seu foro íntimo, como os pode fechar à voz material de alguém que lhe fale; ele o pode pela sua vontade, pedindo a Deus a força necessária e reclamando para esse fim a assistência dos bons Espíritos. É isso que Jesus ensina na sublime fórmula da Oração dominical, quando nos manda dizer: “Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal”.

Todos os Espíritos mais ou menos bons, quando encarnados, constituem a espécie humana. E como a Terra é um dos mundos menos adiantados, nela se encontram mais Espíritos maus do que bons; eis porque nela vemos tanta perversidade. Façamos, pois, todos os esforços para não regressar a este mundo após esta passagem e para merecermos repousar num mundo melhor, num desses mundos privilegiados onde o bem reina inteiramente e onde nos lembraremos de nossa permanência neste planeta como de um tempo de exílio.



Fonte:
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec
Livro 3 – As Leis Morais
Cap. 10 – Lei de Liberdade
Item VIII – Resumo Teórico do Móvel das Ações Humanas


O texto acima é um resumo. Para ler na íntegra: CLIQUE AQUI.

Leia mais textos com o tema “Livre-Arbítrio”: CLIQUE AQUI.





NÃO TE DETENHAS - Joanna de Ângelis (Divaldo Pereira Franco. In: Viver e Amar)


A calúnia afetou o teu comportamento, desanimando-te, porque lhe deste ouvido.

A maledicência causou-te danos porque lhe permitiste consideração.

A perturbação alcançou os teus ideais, porque fizeste uma pausa para conceder-lhe cidadania.

O ódio te macerou, porque o agasalhaste no amor-próprio ferido.

A disputa desgostou-te o trabalho, porque te permitiste engalfinhar na peleja imprópria.

A dúvida se estabeleceu em teus painéis mentais, porque paraste na ação, perdendo tempo de alto valor.

Os acusadores estão sempre em faixa inferior de vibração. Concedeste-lhes atenção demasiada, esperando que a opinião geral fosse a teu favor e descuraste de auscultar a opinião de Deus.


Se trabalhas no bem e te acusam; se és generoso e te denominam estroina; se és humilde e te chamam parvo; se és disciplinado e te apontam como rigoroso; se és cumpridor dos deveres e te execram por isso; se insistes na prece e na ação evangélica, e te menosprezam, esta é a opinião dos ociosos e dos fiscais da vida alheia, no entanto, não é o conceito que de ti faz o Pai de Misericórdia.

Não te detenhas. Não te deixes afligir pelas opiniões desencontradas que te chegam, gerando sombra ou tumulto.


Acata as sugestões que conclamam à ordem, que inspiram a paz e fomentam o progresso, sem extravagância nem acusação.


Sempre houve e haverá aqueles que produzem e aqueloutros que apenas opinam, acusam e perseguem.
Todos passam, mas a obra dos realizadores permanece, desafiadora, tempos a fora, felicitando as vidas em nome do Bem.

Joanna de Ângelis
(Divaldo Pereira Franco. In: Viver e Amar)

ANÁLISE DO FILME NÁUFRAGO - Ronaldo Faria




O filme “O Náufrago” foi sem dúvida um dos melhores que assisti em minha vida. Chuck Noland, um engenheiro de sistemas da FEDEX, ao despedir-se de sua noiva para realizar uma viagem de rotina, sofre um acidente de avião e se vê abandonado numa ilha remota como único sobrevivente do desastre.

Na história impressionante interpretada pelo ator Tom Hanks, Chuck tem de sobreviver a qualquer custo, pois está privado de todas as regalias da vida contemporânea, tendo consigo apenas alguns poucos destroços do avião que foram parar na praia. Seu único consolo é a foto da mulher que ama presente dentro de um pequeno colar que recebera momentos antes de viajar.

O filme trata de um tema muito relevante, que é a necessidade de um homem social, acostumado a relacionar-se e manter interações intensas com pessoas, de repente, vê-se isolado de tudo e de todos.

Na sua ânsia de comunicar-se para não enveredar por um estágio de loucura, entra então em cena um personagem inusitado, a bola de voleibol da marca Wilson.

“Wilson” “ganha vida” e “feições humanas” ao ter o rosto pintado com o sangue do próprio Chuck que se fere ao tentar criar apetrechos para sua sobrevivência. No fundo, o personagem sabe que fala e interage com uma bola de voleibol, mas faz isto para aplacar o desespero, a solidão e até a perda da razão. Na verdade, a bola passara a ser parte do próprio “eu” de Chuck, pois, não raro, questiona-o, reprime-o, critica-o, como se fosse uma projeção de sua própria consciência.

De todas as cenas do filme, uma em particular me marcou. É o momento em que Chuck, após construir uma jangada, consegue escapar da ilha em busca do alto-mar e da possibilidade de resgate por um navio. Dias a fio sob o sol, cansado, desidratado, no final de suas forças ele acorda e vê que “Wilson” havia se soltado da balsa e, empurrado pela correnteza, estava se afastando. Sem detença, Chuck pula ao mar e tenta ir ao encontro do “amigo” para resgatá-lo, mas acaba tendo de optar entre salvá-lo ou manter a balsa, sua única chance de sobrevivência. É aí que, em determinado momento, chorando muito, ele cai em si e vê que o que está tentando fazer é algo insano. Dessa forma, desiste de “Wilson” e volta à balsa. Arrasado, como se tivesse perdido alguém da família, repete, no seu desespero, como um mantra, a frase: “desculpe “Wilson”, desculpe…”.

“Mas o que para mim era lucro, passei a considerar perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por cuja causa perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo”. Filipenses 3:7-8.

Se há uma coisa importante que você deve logo aprender na vida cristã é que ela é feita de perdas. O próprio Jesus disse: “quem perder a sua vida por amor de mim, ganhá-la-á”.

O texto citado acima, da carta aos Filipenses, foi escrito em condições especiais. A igreja na cidade de Filipos havia sido plantada por Paulo, conforme Atos 16:9-12. Anos mais tarde, esta comunidade havia crescido e se fortalecido, o que trouxe muitas alegrias ao coração do apóstolo. Escrita quando ele estava na prisão em Roma, em condições sub-humanas, manifesta contudo o seu gozo e alegria pelo que Deus está ali realizando.

A experiência da perda carrega consigo o fim de um ciclo e o início de um novo caminhar. Desta forma, a capacidade de poder viver a perda como uma oportunidade, mesmo que sofrida, faz de nós pessoas melhores e maduras.

Todos nós, mais cedo ou mais tarde, teremos um “Wilson” em nossas vidas que precisará ser abandonado. Ele poderá, existencialmente, assumir muitos matizes; quem sabe, será o abandono de um amor impossível, platônico, doído, desejado, mas que precisa ser deixado para ser levado pela “correnteza” da vida.

Ou, talvez, seu “Wilson” seja um projeto pelo qual você trabalhou toda a vida, mas que, racionalmente falando, não tem como se desdobrar em algo bom e que faça bem. Ele pode ser uma amizade que se dessignificou, pois perdeu o sentido e o propósito. Pode ser um sonho acalentado desde a infância, mas que diante da realidade crua da vida adulta não é mais viável, pode ser o abandono de um emprego, de uma cidade, até mesmo de uma igreja, do convívio de gente que você caminhou toda a vida, mas agora o “destino” lhe chama a “outras paragens”.

“Wilson” pode assumir qualquer forma, ou até mesmo tomar o lugar de uma pessoa. Por vezes ele é a necessidade de superarmos uma separação profundamente dolorosa, virarmos a página, começarmos de novo. Em outros casos, é a necessidade de sermos pragmáticos para podermos esquecer a perda de alguém que amávamos e que a morte levou em direção à Vida.

“Wilson” às vezes aparece em situações extremas como, por exemplo, em crises financeiras, onde é necessário nos desfazermos de coisas que amamos e que conquistamos com grande esforço e renúncias.

Seja como for, cedo ou tarde, você terá em sua vida um “Wilson” e precisará fazer a sua escolha.

A lição mais importante do filme “O Náufrago” é mostrar que o ser humano, mesmo perdido em meio a dúvidas e medos, precisa continuar a viver, ou como diria o Chuck, continuar respirando, afinal, a própria vida (simbolicamente identificada como a maré), pode trazer, no dia seguinte, algo totalmente novo. De fato, nunca sabemos o que a vida nos trará no dia de amanhã.

O que sei é que Deus pode transformar a situação mais dramática da vida em algo que produza paz e bem para a existência. É isso que diz Paulo aos Romanos, que “todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus”.

Sim, eu já aprendi que há situações onde os “poços” são capazes de produzir flores. Por isso, se você está no “fundo do poço”, saiba: este é o melhor lugar para presenciar o florescer da esperança. E assim, concluo com Fernando Pessoa: “possuir é perder. Sentir sem possuir é guardar, porque é extrair de uma coisa a sua essência”.



RECONCILIAR-SE COM OS ADVERSÁRIOS - Allan Kardec



“Concerta-te sem demora com o teu adversário, enquanto estás a caminho com ele, para que não suceda que ele te entregue ao juiz, e que o juiz te entregue ao seu ministro, e sejas mandado para a cadeia. Em verdade te digo que não sairás de lá, enquanto não pegares o último ceitil.” (Mateus, V: 25 e 26)

Há, na prática do perdão e na prática do bem em geral, além de um efeito moral, um efeito também material. A morte, como se sabe, não nos livra dos nossos inimigos. Os Espíritos vingativos perseguem sempre com o seu ódio, além da sepultura, aqueles que ainda são objeto do seu rancor. Daí ser falso, quando aplicado ao homem, o provérbio: “morto o cão, acaba a raiva”. O Espírito mau espera que aquele a quem quer mal esteja encerrado em seu corpo, e assim menos livre, para mais facilmente o atormentar, atingindo-o nos seus interesses ou nas suas mais caras afeições.

É necessário ver nesse fato a causa da maioria dos casos de obsessão, sobretudo daqueles que apresentam certa gravidade, como a subjugação e a possessão. O obsedado e o possesso são, pois, quase sempre, vítimas de uma vingança anterior, a que provavelmente deram motivo por sua conduta. Deus permite a situação atual, para os punir do mal que fizeram, ou, se não o fizeram, por haverem faltado com a indulgência e a caridade, deixando de perdoar.

Importa, pois, com vistas à tranquilidade futura, reparar o mais cedo possível os males que se tenham praticado em relação ao próximo, e perdoar aos inimigos, para assim se extinguirem, antes da morte, todos os motivos de desavença, toda causa profunda de animosidade posterior. Dessa maneira, se pode fazer, de um inimigo encarnado neste mundo, um amigo no outro, ou pelo menos ficar com a boa causa, e Deus não deixa ao sabor da vingança aquele que soube perdoar.

Quando Jesus recomenda que nos reconciliemos o mais cedo possível com o nosso adversário, não quer apenas evitar as discórdias na vida presente, mas também evitar que elas se perpetuem nas existências futuras. Não saireis de lá, disse ele, enquanto não pagardes o último ceitil, ou seja, até que a justiça divina não esteja completamente satisfeita. 

O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec
(Cap. X – Bem-Aventurados os Misericordiosos) 



quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

AMOR O PRINCIPAL INGREDIENTE DE TODAS AS RECEITAS DA VIDA - Edson Maques


Frase Edson Marques.

Acesse o Blog pelo link: http://mude.blogspot.com/

MUDE, MAS COMECE DEVAGAR, PORQUE A DIREÇÃO É MAIS IMPORTANTE QUE A VELOCIDADE - Edson Marques


Edson me desculpe pela confusão! Mas serviu para que eu conhecesse seu blog e me apaixonasse pelo seus sentimentos, pela sua escrita. Tem agora uma fã que aprecia o seu modo de olhar, de amar e se relacionar consigo e com as pessoas.

Obrigada pela visita a este humilde Blog e eu gostaria de ser sua amiga. Tenho muitas afinidades com você. Quer ser meu amigo?

Abraços,
Eu


Frase Edson Marques. 
Acesse o Blog pelo link: http://mude.blogspot.com/

DUAS PALAVRAS RESUME TUDO SOBRE A VIDA: ELA CONTINUA - Caio F. Abreu


JAMAIS HAVERÁ ANO NOVO SE CONTINUAR A COPIAR OS ERROS DOS ANOS VELHOS - Luís de Camões


PRA QUEM TEM PENSAMENTO FORTE O IMPOSSÍVEL É SÓ QUESTÃO DE OPINIÃO


PERDOE O MAL, A VIDA SE ENCARREGARÁ DELE - Chico Xavier


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

CURIOSIDADE: UMA LENDA CHINESA



Os polegares representam os pais. Os indicadores representam teus irmãos e amigos.O dedo médio representa a você mesmo. O dedo anelar (quarto dedo) representa o seu cônjuge. O dedo mindinho representa seus filhos. Agora junte suas mãos palma com palma, depois, une os dedos médios de forma que fiquem apontando a você mesmo, como na imagem….

Agora tenta separar de forma paralela seus polegares (representam seus pais) você vai notar que eles se separam porque seus pais não estão destinados a viver com você até o dia da sua morte, una os dedos novamente.
Agora tenta separar igualmente os dedos indicadores (representam seus irmãos e amigos), você vai notar que também se separam porque eles se vão, e tem destinos diferentes como se casar e ter filhos.

Tente agora separar da mesma forma os dedos mindinhos (representam seus filhos) estes também se abrem porque seus filhos crescem e quando já não precisam mais de nós se vão, una os dedos novamente.

Finalmente, tente separar seus dedos anelares (o quarto dedo que representa seu cônjuge) e você vai se surpreender ao ver que simplesmente não consegue separá-los. Isto se deve ao fato de que um casal está destinado a estar unido até o último dia da sua vida, e é por isso que o anel se usa neste dedo.

FRASES INTERESSANTES DAS QUAIS EU GOSTO MUITO - Roberta Carrilho






"Todos os dias, logo cedo dou uma piscadinha para Deus e peço: tomara que as nossas vontades coincidam. E se não coincidirem… que a SUA prevaleça."

‎"E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento..." 


"Descubra quem você é, e faça disso um propósito".


"Para os homens românticos COMPROMISSO - É permitir que o outro entre na nossa vida. É sonhar junto sem se sentir ameaçado, marcar um horário sem se sentir controlado, dividir o espaço sem se sentir invadido. Compromisso não é falta de liberdade. Compromisso é o exercício da liberdade de estar com alguém..."



O AMOR NÃO PRECISA SER PERFEITO, ELE SÓ PRECISA SER DE VERDADE



EU NÃO QUERO OLHAR PARA TRÁS!


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

É TARDE DEMAIS - Raça Negra

Hoje eu posso falar ...
Você jogou fora o amor que eu te dei ... os sonhos que sonhei.
Isso não se faz!
Você jogou fora...
a minha ilusão, a louca paixão
é tarde demais!
...
Hoje sou  EU que não te quer
O meu coração já tem um novo amor
Você pode fazer o que  quiser.
...
Eu não preciso citar seu nome ou suas iniciais. É você mesmo! 
Você me perdeu para outro HOMEM.
Estou apaixonada novamente.
Acabou pra vc!!! Graças a Deus.


Ai ai... como é BOM falar isso.
 Já era tempo de colocar um ponto final nessa história.
Durou tempo demais.
Perdeu a validade. (risos) 

Roberta Carrilho


O PODER DE DEUS!


AMOR NÃO TEM FRONTEIRAS E MUITO MENOS PRECONCEITO


EU SÓ PRECISO SABER... COMO VAI VOCÊ?


EXPERIÊNCIA ...



‎"Aos poucos fui me desapegando de tudo que me fazia perder tempo".





ENTREVISTA COM A MINISTRA ELIANA CALMON


"É o primeiro caminho para a impunidade da magistratura, que hoje está com gravíssimos problemas de infiltração de bandidos que estão escondidos atrás da toga". 



Link do abaixo assinado de apoio a Ministra Eliana Calmon

CEZAR PELUSO X ELIANA CALMON - TV Justiça

Só uma palavra: DECEPÇÃO
Até tu Ministro Cezar Peluso?
Eu o admirava, hoje não mais.


O povo está ao lado da Ministra Eliana Calmon mesmo que a Douta Excelência Presidente do STF pense, declare etc contrário a mesma.
Roberta Carrilho



Link do abaixo assinado de apoio a Ministra Eliana Calmon



MINISTRA ELIANA AFIRMA QUE CORREGEDORIA NÃO QUEBROU SIGILOS DE JUÍZES OU MINISTROS DO STF - CNJ


SOU FÃ INCONDICIONAL DA MINISTRA ELIANA CALMON.

CONTINUE FIRME MINISTRA ESTAMOS COM A SENHORA!!
O POVO BRASILEIRO MERECE E PRECISA DE UMA MULHER DE FIBRA, COM COMPETÊNCIA E PRINCIPALMENTE CORAGEM PARA FAZER A FAXINA NECESSÁRIA NO NOSSO JUDICIÁRIO. 

CHEGA DE CORRUPÇÃO!
CHEGA DE CRIMINOSOS(AS) DE TOGA!
CHEGA DE ACEITAR A 'CASTA DOS MAGISTRADOS' COMO OS 'INTOCÁVEIS'!
CHEGA!!!!!!

QUEREMOS UM JUDICIÁRIO JUSTO, IMPARCIAL, TRANSPARENTE E DIGNO.

ROBERTA CARRILHO

Link do abaixo assinado de apoio a Ministra Eliana Calmon



A corregedora Nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, negou nesta quinta-feira (22) que investigações da Corregedoria Nacional de Justiça tenham violado o sigilo bancário ou fiscal de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ou de qualquer outro magistrado. Em entrevista coletiva na sede do CNJ, em Brasília, a ministra afirmou que técnicos do controle interno da Corregedoria Nacional de Justiça ainda estão fazendo o cruzamento de informações obtidas junto aos tribunais,  referentes a movimentações financeiras atípicas, mas o resultado do trabalho ainda não chegou a ela ou aos juízes auxiliares da Corregedoria. “Nós não tivemos acesso a estas informações”, afirmou.
A ministra negou que a Corregedoria tenha sido a fonte das informações veiculadas nos últimos dias pela imprensa, envolvendo supostas movimentações financeiras de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A ministra também classificou de “desencontradas e absurdas” informações de que a Corregedoria estaria investigando mais de 200 mil pessoas, conforme foi noticiado. “ Tão graves são as acusações que me f izeram romper o silêncio e a discrição que se impõem perante ao STF. Sou magistrada de carreira e costumo silenciar  quando a questão está submetida ao STF”, afirmou.
Eliana Calmon interrompeu o recesso de fim de ano para prestar informações sobre a atuação da Corregedoria e esclarecer fatos que vêm sendo noticiados nos últimos dias pela imprensa. “Em razão do escândalo feito, me sinto obrigada a romper o silêncio com que a Corregedoria geralmente atua para dar satisfações à população brasileira. Da Corregedoria ou dos juízes auxiliares não saíram quaisquer das informações que estão  sendo veiculadas nos jornais. Esse estardalhaço todo em torno de uma decisão eminentemente técnica tem o objetivo de tirar o foco do que está realmente em jogo: a  sobrevivência com autonomia do CNJ”, afirmou.

Segundo a ministra, desde a gestão do ex-corregedor, ministro Gilson Dipp, a Corregedoria vem realizando inspeções pontuais nos tribunais brasileiros e um dos itens analisados é a apresentação anual das declarações de renda dos magistrados às Corregedorias locais e ao TCU. “A Corregedoria é um órgão de controle administrativo do Poder Judiciário e como tal tem acesso às declarações de renda e bens anuais dos magistrados. Essa declaração não é feita para ficar dentro de arquivos, mas para ser utilizada pelos órgãos de controle. Isso não é devassa”, disse.

Essas informações, de acordo com a ministra, estão sendo analisadas , a fim de investigar movimentações financeiras atípicas de magistrados e servidores. O Coaf, segundo a corregedora, teria constatado movimentações financeiras atípicas em 22 tribunais brasileiros. Estas informações vêm sendo checadas in loco pela Corregedoria junto aos Tribunais e aos próprios magistrados. São Paulo foi o estado que reuniu o maior número de movimentações atípicas apontadas pelo Coaf: 150 no total. Além disso, 45% dos magistrados paulistas não teriam entregado as declarações de renda aos órgãos de controle nos anos de 2009 e 2010, segundo a ministra Eliana Calmon.
O percentual é considerado alto pela magistrada, mas o número de movimentações atípicas em tribunais paulistas foi classificado pela ministra como “insignificante”, diante da dimensão da Justiça paulista. “Começamos as investigações pelo TJSP (sobre o patrimônio dos juízes) porque o tribunal de Justiça de SP é o maior”, disse. O número de movimentações atípicas em todo o país, reportadas pelo Coaf à Corregedoria, chega a 500 casos, segundo a ministra.

A partir destas informações, técnicos da Corregedoria estiveram nos tribunais para examinar as folhas de pagamento e verificar se há alguma incompatibilidade entre os rendimentos e as movimentações apontadas pelo Coaf. Segundo a ministra, a Corregedoria analisou folhas de pagamento referentes aos anos de 2009 e 2010, o que exclui a possibilidade de que a Corregedoria esteja investigando pagamentos recebidos por ministros paulistas que hoje atuam no STF. “Tais informações seriam inservíveis e nada poderia fazer se tivesse tido acesso a estas informações. Tive acesso a elas pelos jornais”, afirmou.

De acordo com a ministra, as investigações da Corregedoria sobre a evolução patrimonial dos magistrados foram paralisadas a partir da liminar concedida pelo ministro Ricardo Lewandowski à Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que apresentou mandado de segurança no STF contra as investigações. “Tenho que cumprir as liminares com obediência, mesmo que não concorde com elas”, disse. Nos próximos dias, técnicos da corregedoria farão um relatório do que foi averiguado até o momento e apresentarão à ministra. O relatório, segundo ela, ficará trancado em cofre até a decisão final do Supremo sobre as investigações.  "Cumprirei as liminares inteiramente e aguardo a manifestação do STF para dar continuidade ao trabalho da Corregedoria", finalizou a ministra.

Tatiane Freire
Agência CNJ de Notícias


http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/17634:ministra-eliana-afirma-que-corregedoria-nao-quebrou-sigilos-de-juizes-ou-ministros-do-stf