sexta-feira, 30 de julho de 2010

COISAS QUE A VIDA ENSINA DEPOIS DOS 40

Adorei esta mensagem!!!
Quem souber vivê-la, com certeza será muito feliz.
Roberta Carrilho





Amor não se implora, não se pede não se espera...

Amor se vive ou não.

Ciúmes é um sentimento inútil.

Não torna ninguém fiel a você.

Animais são anjos disfarçados, vivem na terra

para mostrar ao homem o que é fidelidade.

Crianças aprendem com aquilo que você faz,

não com o que você diz.

As pessoas que falam dos outros pra você,

vão falar de você para os outros.

Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.

Água é um santo remédio.

O choro existe para o homem não explodir.

Ausência de regras é uma regra

que depende do bom senso.

Não existe comida ruim,

existe comida mal temperada.

A criatividade caminha junto com a falta de grana.

Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.

Amigos de verdade nunca te abandonam.

O carinho é a melhor arma contra o ódio.

As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.

Há poesia em tudo

Cada um faz a sua poesia,

não importa se é ou não poeta.

A música é a sobremesa da vida.

Acreditar, não faz de ninguém um tolo.

Tolo é quem mente.

Filhos são presentes raros.

De tudo, o que fica é o seu nome

e as lembranças de todas as suas ações.

Obrigado(a), desculpa, por favor,

são palavras mágicas, 

chaves que abrem portas 

para uma vida melhor.

O amor...

Ah, o amor... 

O amor quebra barreiras, une facções, 

destrói preconceitos, 

cura doenças...

Não há vida decente sem amor!

E é certo, quem ama, é muito amado.

E vive a vida mais alegremente...



Autoria Desconhecida



SABEDORIA


Conta a lenda que um velho sábio, tido como mestre da paciência, era capaz de derrotar qualquer adversário ...

Certa tarde, um homem conhecido por sua total falta de escrúpulos, apareceu com a intenção de desafiar o mestre da paciência.

O velho aceitou o desafio... e o homem começou a insultá-lo.

Chegou a jogar algumas pedras em sua direção, cuspiu em sua direção, e gritou todos os tipos de insultos...

Durante horas fez o máximo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível!

No final da tarde, sentindo-se exausto e humilhado, o homem se deu por vencido e retirou-se...

Impressionados os alunos perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.

O mestre perguntou:

- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?

A quem tentou entregá-lo, respondeu um dos discípulos.

O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos.

Quando não são aceitos continuam pertencendo a quem os carregava consigo.

A sua paz interior depende exclusivamente de você.

As pessoas não podem lhe tirar a calma...

Só se você o permitir...

Autor Desconhecido

quinta-feira, 29 de julho de 2010

REFLEXÃO ÍNTIMA

FOTO BY ROBERTA CARRILHO - CACHOEIRA DO CAIXÃO EM DIVINÓPOLIS/MG

O HOMEM É DONO DO SILÊNCIO E
REFÉM DAS PALAVRAS.
Roberta Carrilho

O PODER DA MENTE I - Palestra Robert Happ



Quem nunca se sentiu inseguro a respeito de si mesmo, ficou em dúvida sobre qual decisão tomar ou até mesmo questionou qual o propósito da vida? Para o filósofo holandês - Robert Happé, trabalhar a mente é a melhor maneira de encontrar soluções para essas questões. O autor do livro "Consciência é a resposta" (Editora Talento) acredita que a busca pelo autoconhecimento ajuda as pessoas a melhorar a convivência com amigos e família, além de transformar positivamente a vida no planeta. "Devemos aprender com as experiências que atraímos para nós. Ao entender cada situação que vivemos, é possível discernir o certo do errado e ficar mais próximo dos valores espirituais", explicou Happé, em visita ao Rio de Janeiro, durante evento realizado no Espaço Nirvana Gávea.

A dica para buscar o equilíbrio entre corpo, emoção, mente e espiritualidade é simples: ouvir a voz do coração. O corpo humano é composto por centros de energia, também conhecidos como chakras. Quando eles funcionam bem, as pessoas conseguem ser mais confiantes e resolver os problemas com facilidade. Ao sentir medo, por exemplo, o chakra do coração é prejudicado, impedindo a mente de ter acesso às orientações que precisa para solucionar algum problema. "A maioria das pessoas ainda busca o amor do lado de fora, sem perceber que ele está dentro de cada um de nós. Somos mensageiros desse sentimento e é nosso coração que pode resolver todas as questões que nos atormentam", exemplificou Happé.

EM BUSCA DE RESPOSTAS

O filósofo acredita que com a entrada de Urano no signo de Áries, a humanidade passará por uma intensa transformação, buscando cada vez mais respostas para o sentido da vida. Vale lembrar que a última vez que esse fenômeno ocorreu foi há 85 anos. Portanto, se você participa de atividades que se abrem ao novo, o posicionamento de Urano trará muita energia para quebrar qualquer resistência às suas ideias e fazer as mudanças acontecerem. No entanto, os que ainda estão apegados a antigos valores terão dificuldade em aceitar a vibração poderosa do planeta. "Urano é o grande amigo, é uma energia amistosa que as pessoas devem receber bem. E é ele que estimulará uma mudança sem precedentes para o nosso mundo", alertou Robert.

Ao mesmo tempo, Happé acredita que todo processo de medo, culpa, erro e dor é necessário para o amadurecimento espiritual de cada pessoa. Segundo ele, "ninguém pode saber o que é verdade sem antes ter vivenciado tudo que não é verdadeiro"". A lição é confiar em si e entender que cada experiência que aparece em sua vida é a representação daquilo que você precisa aprender. E se não souber o que fazer em meio a uma situação difícil, ouça a resposta que vem dentro de você. Já experimentou perguntar?

Confira trechos da palestra de Robert Happé nos vídeos a seguir:

O PODER DA MENTE II - Palestra Robert Happé

Continuação - parte II

COMO ENCONTRAR SUA INTUIÇÃO - Vanessa Mazza



Falar em intuição é fácil, difícil é saber distingui-la de um mero pensamento. Teoricamente, todos os seres humanos são intuitivos, pois a intuição é nossa própria voz que chega direto à nossa mente e coração, sem influências e más interpretações. Ela não tem, na verdade, nada de místico.Ela é real e faz parte de nossas vidas desde sempre.

O que acontece é que vivemos numa sociedade na qual o silêncio é pouco aproveitado e valorizado. Se estamos sozinhos, nos fazemos companhia criando um diálogo sem fim dentro da mente, como se fôssemos pessoas tagarelas, pulando de um assunto a outro, sem muita conexão, apenas para preencher o vazio.

CONEXÃO CONSIGO MESMO

E, quando estamos com alguém, pensamos ser estranho ficarmos em silêncio, pois a sociedade impõe "fazermos sala", darmos atenção, etc. Então, o que realmente preenche nossas vidas são uma série de pensamentos artificiais de coisas que precisamos fazer, de situações que já se foram, de preocupações, ansiedades, justificativas internas e um monte também de besteiras com quais não precisaríamos perder nosso tempo.

Mesmo assim, de vez em quando somos brindados com um momento de grande lucidez e calma, no qual temos certeza do que precisamos fazer. Quando isso se dá, sabemos que estamos experimentando intuição. Porém, como se pensa que é algo do qual não temos controle, acreditamos que é um momento especial que somente poucas pessoas podem vivenciar e continuamos presos em nossas rotinas de dúvidas.

Por isso, aqui vão algumas dicas de como acessar a intuição todos os dias, melhorando sua qualidade de vida:

Cultive o silêncio, mesmo quando estiver sozinho.
Você não precisa pensar o tempo todo para ser eficiente;

Pensar é diferente de ter pensamentos. Isso significa que é melhor ter qualidade do que quantidade. Se você já decidiu algo, ficar pensando e repensando se é mesmo o que devia ter feito, só irá lhe deixá-lo mais inseguro e desgastado;

Foque mais no presente. Lembrar do passado e projetar o futuro também gasta energia e tempo precioso. Além disso, lhe impedem de prestar atenção ao que realmente é importante no seu dia-a-dia;

Todos os dias reserve um momento para entrar em conexão consigo mesmo. Tente perceber o que realmente está sentindo e quais são os pensamentos mais frequentes. Pode ser que você esteja se enganando ou não se permitindo realizar algo e, isso só é possível de perceber quando nos aquietamos;

Não duvide de si mesmo. Se você sentir que deve fazer algo, faça. Não se ridicularize ou se deixe vencer pelo raciocínio. Muitas vezes a intuição nos leva por caminhos improváveis que são exatamente aquilo que precisamos para sermos felizes.

Vanessa Mazza

quinta-feira, 15 de julho de 2010

ATRITOS - Roberto Crema

FOTO BY SOLARIXX

Ninguém muda ninguém;
ninguém muda sozinho;
nós mudamos nos encontros.
Simples, mas profundo, preciso.
É nos relacionamentos que nos transformamos.

Somos transformados a partir dos encontros,
desde que estejamos abertos e livres
para sermos impactados
pela idéia e sentimento do outro.

Você já viu a diferença que há entre as pedras
que estão na nascente de um rio,
e as pedras que estão em sua foz?
As pedras na nascente são toscas,
pontiagudas, cheias de arestas.

À medida que elas vão sendo carregadas
pelo rio, sofrendo a ação da água
e se atritando com as outras pedras,
ao longo de muitos anos,
elas vão sendo polidas, desbastadas.

Assim também agem nossos contatos humanos.
Sem eles, a vida seria monótona, árida.
A observação mais importante é constatar
que não existem sentimentos, bons ou ruins,
sem a existência do outro, sem o seu contato.

Passar pela vida sem se permitir
um relacionamento próximo com o outro,
é não crescer, não evoluir, não se transformar.

É começar e terminar a existência
com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.
Quando olho para trás, vejo que hoje carrego em meu ser
várias marcas de pessoas extremamente importantes.

Pessoas que, no contato com elas,
me permitiram ir dando forma ao que sou,
eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor,
mais suave, mais harmônico, mais integrado.

Outras, sem dúvida,
com suas ações e palavras me criaram novas arestas,
que precisaram ser desbastadas.

Faz parte...
Reveses momentâneos servem para o crescimento.
A isso chamamos experiência.
Penso que existe algo mais profundo,
ainda nessa análise.
Começamos a jornada da vida como grandes pedras, cheias de excessos.

Os seres de grande valor,
percebem que ao final da vida,
foram perdendo todos os excessos
que formavam suas arestas,
se aproximando cada vez mais de sua essência,
e ficando cada vez menores, menores, menores...

Quando finalmente aceitamos
que somos pequenos, ínfimos,
dada a compreensão da existência
e importância do outro,
e principalmente da grandeza de DEUS,
é que finalmente nos tornamos grandes em valor.

Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado?
Sabemos quanto se tira
de excesso para chegar ao seu âmago.
É lá que está o verdadeiro valor...

Pois, DEUS fez a cada um de nós com um âmago bem forte
e muito parecido com o diamante bruto,
constituído de muitos elementos,
mas essencialmente de AMOR.
DEUS deu a cada um de nós essa capacidade,
a de AMAR...
Mas temos que aprender como.

Para chegarmos a esse âmago,
temos que nos permitir,
através dos relacionamentos,
ir desbastando todos os excessos
que nos impedem de usá-lo,
de fazê-lo brilhar.

Para chegarmos a esse âmago,
temos que nos permitir,
através dos relacionamentos,
ir desbastando todos os excessos
que nos impedem de usá-lo,
de fazê-lo brilhar.

Por muito tempo em minha vida acreditei
que amar significava evitar sentimentos ruins.
Não entendia que ferir e ser ferido,
ter e provocar raiva,
ignorar e ser ignorado
faz parte da construção do aprendizado do amor.

Não compreendia que se aprende a amar
sentindo todos esses sentimentos contraditórios e...
os superando.
Ora, esses sentimentos simplesmente
não ocorrem se não houver envolvimento...
E envolvimento gera atrito.

Minha palavra final: ATRITE-SE!
Não existe outra forma de descobrir o AMOR.
E sem ele a VIDA não tem significado.

(Roberto Crema)
Presidente do Colégio Internacional dos Terapeutas – UNIPAZ





Quando li este texto fiquei muito pensativa...
As palavras bem escritas de uma forma elegante e com sentimentos fizeram me refletir no real significado da vida. 

E conclui que a vida é assim mesma, como descrita pelo autor.
Eu, particularmente estou vivendo 

uma nova fase em minha existência. 
Transformando minhas imperfeições humanas em conhecimentos;
Em vivências ...

Ou para ser mais exata, estou mais experiente e 
desbastada de alguns sentimentos.

A vida nos transforma todos os dias, essa é a grandeza de Deus. 
Nada fica estagnado, tudo muda o tempo todo, tudo se transforma.

Quero viver e não sobreviver, 
mesmo que no final eu fique com algumas cicatrizes. 
Para que a vida tenha algum significado para mim e para as pessoas que me amam.
Roberta Carrilho




RESTABELEÇA OS SENTIMENTOS BONS - Livro: Amar sem Mimar



Se houve uma confrontação raivosa, é importante restabelecer os bons sentimentos o mais cedo possível - assim que todos se acalmarem.

Os pais e as crianças querem e precisam que os bons sentimentos prevaleçam, até mesmo quando as batalhas se tornam ferozes. Tempo e distância curam muitas feridas, e um simples pedido de desculpas por diminuir ressentimentos e pavimentar o caminho para a reconciliação. Algumas pessoas têm medo de deixar seus filhos verem que elas são vulneráveis. Mas é uma boa lição para as crianças aprenderem. Todos nós, às vezes, somos fracos. Cometemos muitos erros com nossas crianças e todos nos lamentamos. Porém, quando colocamos o lado humano no trabalho de paternidade/maternidade e reconhecemos nossas imperfeições, fica mais fácil restabelecer os bons sentimentos.

Como você consegue fazer isso? Às vezes, um abraço e uma declaração simples como: "A mamãe te ama!" funcionam. Outras, especialmente com crianças mais velhas, uma conversa mais longa é necessária. Outras, ainda, se você fica descontrolado, tem de se desculpar.

Muitas pessoas relatam que seus pais munca se desculparam com elas nem admitiam que estavam errados. Eu penso que alguns pais se preocupem que essas admissões suprimam sua autoridade. Mas é importante para nós, como pais, mostrarmos respeito pelos sentimentos de nossas crianças desculpando-nos quando dissermos ou fizermos alguma coisa pela qual nos lamentamos. Desse modo, ensinamos nossas crianças que todo nos lamentamos. Desse modo, ensinamos nossas crianças que todo mundo, às vezes, pode estar errado, e que não há problemas ou vergonha em admitir isso.

Há muitos modos de dizer: "Eu sinto muito!":

  • "A mamãe não deveria ter gritado com você. Eu não pretendia magoar seus sentimentos".

  • "Nós tivemos um dia difícil hoje, não é mesmo? O que posso fazer para você se sentir melhor?"

  • "Eu gostaria de apagar o que acabei de dizer. Eu realmente perdi a cabeça".

  • "Eu estava errado".

  • "Eu não lhe culpo por estar chateado. Você está pronto para os meus beijos e  para fazer as pazes?"

  • "Sinto muito por ter perdido a paciência. Nós podemos recomeçar?"
Se nós conseguirmos colocar o lado humano no trabalho de ser pai ou mãe, ficarár mais fácil restabelecer os bons sentimentos.

Quando você é tentado a gritar com sua criança por ser rude, descuidada ou chata, pare e tente se imaginar falando com um estranho ou com alguém que você mal conhece. Você falaria do mesmo modo?

Depois de uma palestra que dei em Ohio, uma mãe me contou a seguinte história: "Eu tinha pedido para minha filha parar de correr pela casa, mas ela continuava a me ignorar. De repente eu ouvi um som de algo quebrando. Ela tinha pisado no meu novíssimo e caro grampo de cabelo de casco de tartaruga. Eu fiquei a ponto de gritar com ela, de dizer o quanto estava furiosa e de perguntar por que tinha me ignorado. Porém, dei uma olhada na expressão em seu rosto e vi como estava assustada e se sentindo culpada. Então, é apenas uma coisa e coisas podem ser substituídas. Isso não é como machucar uma pessoa. Eu sei que foi um acidente e você não pretendeu fazer isto. 'Oh, mamãe, eu te amo!', ela disse com os olhos cheios de lágrimas. 'Eu sinto muito. Eu não fiz de propósito".

Uma história de pais: O presente de Garret
"Sendo solteira, eu luto para usar a disciplina positiva com meu filho de nove anos, cheio de energia e paixão. As tensões da vida, minhas próprias feridas e minha natureza apaixonada frequentemente atravessam o caminho. Uma tarde, chamei meu filho repetidamente para vir para casa. Uma vizinha estava comigo e fiquei furiosa porque meu filho não veio quando o chamei e mais brava ainda por ee ter escolhido fazer isso na frente dela. Além disso, era um dia de TPM, o que me deixa furiosa por qualquer coisinha.
Quamdo meu filho entrou e a vizinha se foi, eu gritei com ele sobre seu comportamento rude, a seis centímetros de distância de seu rosto. Eu o mandei para o quarto para que eu pudesse me acalmar. Masi tarde, à noite, me senti muito arrependida por ter ficado tão furiosa por uma coisa muito pequena; falei com ele sobre isso e pedi desculpas por ter perdido o controle. Então, discutimos o que poderíamos fazer de modo diferente da próxima vez.
Ainda nessa noite, suportando todo o peso de meu mais recente fracasso como mãe, perguntei a ele, com receio: "Quando você for adulto, pai, tiver muitas tensões na sua vida e chegar em casa e seus filhos se comportarem mal, para quem você vai olhar como um modelo de comportamento?' Ele calmamente respondeu: "Você".
"Eu? eu disse, horrorizada. 'Eu! Por que eu?"
"Porque, ele disse, você nunca desiste de tentar".


Nancy Samalim e Catherine Whitney

NÃO CASTIGUE, ENSINE - Livro: Amar sem Mimar




Como qualquer pai ou mãe, sabe uma das tarefas mais difíceis que enfrentamos é ensinar as crianças a pensarem, argumentarem, planejarem e anteciparem os resultados de suas ações - em outras palavras, ensinar como ser responsável. O melhor modo para realizar isso é ajudar as crianças a aprenderem por meio de consequências.

Quando discuto a importância de ensinar as crianças sobre consequências, os pais frequentemente respondem: "Consequências" não é apenas um modo caprichoso de dizer "castigo?". Na realidade, as duas coisas são diferentes. O castigo normalmente é ineficaz porque seu objetivo é fazer a criança se sentir mal, e não a ajuda a se comportar de maneira diferente de uma próxima vez. Usar as "as consequências" possibilita às crianças uma maneira de antecipar os resultados de um comportamento inaceitável e de participar de um plano para mudá-lo. Pense nisso como uma mera versão avançada de dizer para uma criança pequena: "Quente" para impedir que encoste no fogão.

De uma maneira ou de outra, as crianças acabam por descobrir que o seu comportamento tem um efeito profundo nas pessoas ao seu redor. E o modo como as crianças se sentem sobre si mesmas é crítico quanto à maneira como tratam as outras pessoas. Você estará em melhor situação fazendo sua criança tomar parte da solução e não do problema.

Tente estas idéias em vez do castigo:

  • Diga a elas, calma e firmemente, o que fazer o que você espera. Se discutirem não caia ma armadilha de também fazê-lo. Simplesmente use a técnica do "disco riscado": Tranquilamente, repita sua declaração: "Lição de casa antes da TV... Casacos no armário... Cintos de segurança apertados...".

  • Expresse desaprovação severa, se necessário. Fale para as crianças como você se sente sobre o comportamento delas e por que se sente assim. Mas tenha cuidado para não atacar a sua personalidade ou as rotular: "Esse tipo de bagunça tem de acabar. Alguém pode se machucar seriamente".

  • Diga ou mostre às crianças como cuidar do problema. "Eu sei que você não quis derramar todo o leite no chão, mas eu vou ensinar você a usar o pano de chão para limpar esse tipo de coisa".

  • Ofereça uma opção, mas apenas uma. com a qual você possa arcar. "Você pode sentar no carrinho ou caminhar ao meu lado, mas tem de ficar comigo".

  • Aja. Quando oferecer uma opção ou declarar suas expectativas, leve isso adiante: "Como você não está segurando minha mão, vou colocá-la no carrinho novamente".
Geralmente o castigo não diminui a frequência do comportamento problemático. Se você continua castigando uma criança e o comportamento dela não muda, está na hora de procurar uma abordagem diferente. Os castigos falham quando tentamos "ensinar uma lição aos nossos filhos" com raiva ou expressamos uma reação imediata que envia a mensagem "agora você vai se arrepender". Uma criança que está cheia de raiva e com desejo de se vingar não aprende nada sobre mudar de comportamento. Eu admiro o modo como Barbara Coloroso, em seu livro inspirador Kids Are Worth It, Crianças Valem a Pena (Avon Books, 1995), define a disciplina: "A disciplina não é julgadora, arbitrária, confusa ou coercitiva ... Nosso objetivo como pais é dar vida ao aprendizado de nossos filhos - instruir, ensinar e ajudá-los a desenvolverem a autodisciplina".


Nancy Samalim e Catherine Whitney

terça-feira, 13 de julho de 2010

SER TRANSPARENTE



Ás vezes, fico me perguntando por que é tão difícil ser transparente. Costumamos acreditar que 'Ser Transparente' é simplesmente ser sincero, não enganar os outros.

Mas 'Ser Transparente' é muito mais do que isso.É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que a gente sente.

Ser transparente é desnudar a alma, é deixar cair as “máscaras”, baixar as armas. Destruir os imensos e grossos muros que insistimos tanto em nos empenhar para levantar.

Ser transparente é permitir que toda a nossa doçura aflore, desabroche, transborde. Mas, infelizmente, quase sempre, a maioria de nós decide não correr esse risco. Preferimos a dureza da razão à leveza que exporia toda a fragilidade humana.

Preferimos o 'nó na garganta' às lágrimas que brotam do mais profundo de nosso ser. Preferimos nos perder numa busca insana por respostas imediatas a simplesmente nos entregar diante de Deus e admitir que não sabemos, que temos medo!

Por mais doloroso que seja ter de construir uma ‘máscara’ que nos distancia cada vez mais de quem realmente somos e até do nosso eu ... preferimos assim: manter uma imagem que nos dê a sensação de proteção.

E assim vamos nos afogando mais e mais em falsas palavras, em falsas atitudes, em falsos sentimentos. Não porque sejamos pessoas mentirosas! Mas porque, como folhas secas, nos perdemos de nós mesmos e já não sabemos onde está nossa brandura, nosso amor mais intenso e não-contaminado.

Com o passar dos anos, um vazio frio e escuro nos faz perceber que já não sabemos dar e nem pedir o que de mais precioso temos a compartilhar com as outras pessoas: doçura, compaixão e compreensão de que todos nós sofremos e às vezes nos sentimos sós, imensamente tristes e choramos baixinho antes de dormir. Num silêncio que nos remete à saudade de 'nós mesmos' daquilo que pulsa e grita dentro de nós, mas que não temos coragem de mostrar àqueles que mais amamos! 

Porque, infelizmente, aprendemos que é melhor revidar, descontar, agredir, acusar, criticar e julgar do que simplesmente dizer: “você está me machucando... Pode parar, por favor!”. Porque aprendemos que dizer isso é ser fraco, é ser bobo, é ser menos do que o outro.

Quando, na verdade, se agíssemos deixando que a nossa razão ouvisse também o nosso coração, poderíamos evitar tanta dor... Tanta dor! Não devemos ter medo dos confrontos. Mas sugiro que deixemos explodir toda a nossa doçura!

Que consigamos não prender o choro, não conter a gargalhada, não esconder tanto o nosso medo, não desejar parecer tão invencíveis. Que consigamos tentar não controlar tanto, responder tanto, competir tanto. Mas confiar na nossa vida e em nossos amores, que nos basta. 

Ame, simplesmente ame!.

"A inteligência sem amor nos faz perversos.
A justiça sem amor nos faz implacáveis.
A diplomacia sem amor nos faz hipócritas. 
O êxito sem amor nos faz arrogantes.
A riqueza sem amor nos faz avaro.
A pobreza sem amor nos faz orgulhosos.
A beleza sem amor nos faz fúteis.
A autoridade sem amor nos faz tiranos".

 
Lembrando que a vida é tão curta e a tarefa de vivê-la é tão difícil que quando começamos a aprendê-la, já é hora de partir.
 
Sigamos na certeza de que TUDO PASSA...

Que consigamos docemente viver... Sentir... Amar... Ser Transparentes!

Certos de que esse momento que vivemos, seja de muita alegria ou de dor. Mas vai passar! E você deverá seguir em frente, sem olhar para trás, rumo à eternidade, sendo transparente, porque tudo passa menos a capacidade que todos nós temos de amar.
 
Roberta Carrilho

POLICIE SUA BOCA - Livro: Amar sem Mimar




Quando uma criança faz algo que nos provoca raiva, nossa resposta automática pode ser gritar uma acusação como: "Por que você está comportando como um pirralho?", "Que pessoa desleixada você é - jogando sua jaqueta no chão?", "Você é impossível". A mensagem comunica que a criança é inacreditável, não a ação.

Em meus seminários, os pais frequentemente se lembram das frases que seus pais usavam em momentos de raiva e decepção. Lembrando de como essas frases feriam, eles ficam horrorizados e envergonhados quando ouvem as mesmas palavras saindo de suas próprias bocas. A maioria de nós pode se mesmas palavras saindo de suas próprias bocas. A maioria de nós pode se identificar com pelo menos algumas destas frases com bandeiras vermelhas:
  • Eu vou te dar motivos para chorar.
  • Espere até seu pai chegar em casa.
  • Bem-feito! Você teve o que mereceu.
  • Que vergonha!
  • Quem você pensa que é?
  • Você me faz beber!
  • Não se atreva!
  • Você é igualzinho a seu pai (sua mãe).
  • Tire esse sorriso do seu rosto.
  • Você é tão... / você é um (uma)... (pirralho, criança mimada, egoísta, relaxado, ingrato).
  • Você ainda me mata.
  • Espere até ter filhos iguais a você. Então você sentirá muito!

Todas essas expressões comuns da raiva e frustação são declarações do tipo "você": ou começam com a palavra você ou a insinuam, denegrindo seu filho, e deixam claro como ele o decepcionou. por outro lado, você pode falar muito mais efetivamente, sem danificar a auto-estima de uma criança, usando pensa ou o que você  observa. Quando você estiver bravo, é melhor dizer (ou até mesmo gritar): "Eu estou furioso!" em vez de "Você é terrível".

Por exemplo, em vez de dizer: "Você parece um porco, sempre estragando suas melhores roupas. Pensa que dinheiro cresce em árvores!", você pode dizer: "Eu estou muito brava por você ter rasgado seu vestido novo". Declare como você se sente em lugar de fazer uma declaração sobre o caráter da criança: "Eu preciso de silêncio agora mesmo!", "Eu estou furioso porque você desrespeitou a regra!" e "Eu não escutarei quando você me chamar por esses nomes". Todas essas são declarações do tipo "eu" eficazes.

As palavras e rótulos que usamos com nossas crianças às vezes podem ficar com elas para a vida toda e frequentemente são passadas de uma geração para a outra. Temos muitas coisas melhores para passar a nossas crianças do que frases prejudiciais.

Tento lembrar aos pais uma declaração que a Dra. Alice Ginott frequentemente usa: "O que está em nossos pulmões nem sempre deve estar em nossas línguas".


Nancy Samalin e Catherine Whitney

CARRILHO UMA FAMÍLIA ESPANHOLA NO NOME E NA ALMA


Estava pesquisando na internet sobre a origem do meu sobrenome "Carrilho", ou seja, a historicidade da família. Descobri que têm muitos "carrilhos" espalhados por todo Brasil e mundo, mas o meu "Carrilho" sua origem é mesma ESPANHOLA. Até o meu biótipo, personalidade forte e expressões são hispânicas. Descobri pouca coisa, até gostaria de saber mais, entre elas as seguintes:

Carrilho é palavra espanhola, que significa parte carnosa do rosto, bochecha, como sobrenome deve ter origem toponímica.

Em 1140 vivia, em Espanha, Rui Dias Carrillo que deixou geração nobre e conhecida. No século XV passa a Castelo de Vide, possivelmente castelhano, Gonçalo Carrilho. Gonçalo Carrilho fez assento em Castelo de Vide e teve por filho Gonçalo Fernandes Carrilho de quem fazem descender os Carrilho de Castelo de Vide e da região desta localidade. 

Na Espanha, em meados do século XVII, chegaram dois jovens que eram chamados os Carrillos, deram origem a uma linhagem de nobres na Espanha e o sobrenome/apelido se espalhou pela Espanha, chegando a Portugal, Costa Rica, Cuba, Venezuela, Brasil, Paraguai. 

A origem do Carrilho em Portugal é matéria de controvérsia. Tudo indica que nobres de Espanha tenham vindo fixar-se em Portugal por razões não claras, nomeadamente em Castelo de Vide, por volta do século XVII. Dai o apelido "Carrillo" foi aportuguesado para Carrilho. Estes nobres beneficiaram-se da proteção da coroa portuguesa e adquiriram brasão próprio que os distingue do brasão castelhano com algumas semelhanças. 

Alguns Carrilhos foram morar em Moçambique, um deles foi nomeado pelos reis de Portugal para ser Governador das Ilhas de Cabo Delgado, no século XVIII. Este governador aparece com um corpo de soldados da guarda com um outro Carrilho como sargento. Daí a origem dos Carrilhos de Moçambique.

No Brasil registra-se a família Carrilho primeiramente no Rio de Janeiro em 1604 e posteriormente no Rio Grande do Norte em 1758.

Nossos Brasões são lindos:

ESPANHOL:



PORTUGUÊS:



Eu espero sinceramente que minhas filhas: Maria Tereza Carrilho e Maria Eduarda Carrilho tenham orgulho tanto quanto eu de usar este sobrenome. 

Roberta Carrilho
08/08/1972 - Divinópolis/MG

P.S.: Meu pai é José de Vasconcelos Carrilho (07/05/1940), Divinópolis/MG, mas meu avô paterno se chamava: José Fernandes Carrilho (brasileiro - Carmo da Mata/MG) filho de Antônio Fernandes Carrilho natural da Espanha. Veio em navio clandestino mais ou menos no ano de 1930 a 1940 para o Brasil.

HOMENAGEM QUE EU FIZ AO MEU AMADO PAI

LEIA NO LINK ABAIXO:


Origem do sobrenome Carrillo, país de origem: Spain 
Nobreza:
Dice la leyenda que el apellido Carrillo tiene su orígen en Alemania; dos hermanos, primos de Berengario, Rey de Italia, el cual tenía un favorito al que los hermanos Carrillo habían dado muerte, lo que les obligó a dejar su patria y acogerse a la protección del Conde Fernán Gonzáles. Reproducimos esta versión sólo a título de curiosidad, pues creemos que no tiene ningún fundamento histórico. Lo cierto es que desde tiempos muy antiguos hubo solares de este linaje en Burgos, en Tordomar, Castilla, Navarra, Aragón, Andalucía y América. El primer Carrillo de quien se tiene noticia es de Rui Díaz de Carrillo que residía en Burgos, en tiempos de Alfonso VII. Los descendientes de esta rama fueron señores de Quintana, Ormaza, Mazuelo y otros solares de Burgos. Les hallaremos en la Conquista de Cuenca y en la Concordia celebrada por los Reyes de Castilla y Aragón. De esta generación los C. tuvieron tenencia del castillo de San Esteban de Gormaz. Durante las guerras contra Aragón, Don Hernán Carrillo estuvo en la defensa de Tarifa y en la batalla de Salcedo. De esta rama familiar destacamos a Leonor Carrillo, que sirvió al Rey Don Pedro J., Doña Sancha Carrillo a la Reina Leonor de Lancaster y Don Juan Alfonso Carrillo quien sirvió al Rey Don Alfonso XI, en la guerra de Algeciras. En segunda rama troncal tenemos a los Carrillo, señores de Priego, Mazuelo a quien el Rey Don Enrique IV, concedió el Título de Conde de Priego por Real Carta, fechada en Olmedo el 6 de Noviembre de 1465, entroncando desde ese momento con la casa de Mendoza, pues algunos de sus descendientes se apellidaron Carrillo de Mendoza. En tercera rama destacaremos a los Señores de Santofimia Diego Alonso Carrillo fue Tesorero Mayor y testamentario del Rey Don Alfonso, "El Sabio". En cuarta estan los Señores, Condes y Marqueses de Caracena y Condes de Pinto. Don Troilos Carrillo de Acuña, fue Conde Agosta en tierras silicianas, señor de las Villas de Falces y sus descendientes ostentaron el Marquesado de dicho lugar y el de Caresano. La rama de Alvaro Carrillo de Albornoz, fue la quinta, ostentando el título de Condes y Duques de Montemar, enlazó con el linaje de los señores de Albornoz y algunos de esta rama familiar se apellidaron Carrillo de Albornoz. Pedro José C. natural de Lima, ingresó Caballero de la Orden de Montesa en 1749, su hermano primogénito, fue Quinto Conde de Montemar, Coronel de caballería provincial de Chincha (Perú). Juan Carrillo fue Marqués de Feria y Coronel del Regimiento de Milicias de Guacamanga (Perú) tuvo en descendencia a Gaspar M., caballero de Carlos III en fecha 1792, Pedro José C. natural de Lima, ingresó caballero de la Orden de Montesa en 1794, su hermano, el primogénito, fue Quinto Conde de Montemar, Coronel de Caballería provincial de Chincha, en el Perú y Caballero de la Orden de Montesa, en la que ingresó en 1791. De esta línea procede, indudablemetne, la rama de los Carrillo de Córdova, aunque resulta difícil precisar el entronque por no constar en los documentos de la época el lugar que ocupa, en dicha rama, su primogenito. Señalamos de esta rama a Don Fernando, Regidor perpetuo del Cabildo de Lima, sus descendientes, Agustín Carrillo, originario de Lima, Contador Mayor y Regente, del tribunal Mayor y Audiencia Real de Cuentas del Perú y Superintendente General de la Real Hacienda, casó en 1699 con Doña Rosa Gracés, su hijo, en 1728-29, fue Alcalde Ordinario de Lima, enlazó con los Marqueses de Pocoyán. Doña María Ignacia C, nacida en la ciudad de los Reyes, en 1726, casada con Juan bautista Baquijano, donaron 20,000 duros para la reedificación de la Catedral de Lima, destruída para la reedificación de la Catedral de Lima, destruída por el terremoto de 1737, en premio recibieron el titulo de Cóndes deVistaflorida, por merced real,el 19 de junio de 1748. Otra rama de los Carrillo, fueron destacados ilustres en la Conquista de Granada y de las Islas Canarias en donde tuvieron casa solar en Santa Cruz de Tenerife y pasó después a la Isla de Cuba; donde Atanasio Carrillo caso en la Habana con Doña Magarita Cardenas. El escudo de armas de más antigüedad es el mostrado graficamente en este pergamino, ostentando la familia Carrillo diferentes armas en el transcurso de los tiempos. 




TODOS OS 'CARRILHOS' SÃO BEM-VINDOS!! 

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segunda-feira, 12 de julho de 2010

ENCONTRE ALTERNATIVAS PARA EXPLODIR - Livro: Amar sem Mimar



Bater e espancar geralmente acontece no calor do momento, quando você está bravo, assustado ou simplesmente frustado até o pescoço e não sabe mais o que fazer. Mas, quando você pode controlar sua raiva, tem muito mais controle sobre seus filhos. E, quando você olha além de suas reações de momento, pode encontrar soluções a longo prazo para solucionar os problemas de disciplina. Aqui estão algumas alternativas eficazes contra o espancamento, que aprendi com os peritos no assunto - os próprios pais.

DEIXE UMA IMPRESSÃO

Uma mãe disse que normalmente não acreditava em surra, mas sentia que era necessária depois que sua filha de três anos estava a ponto de grudar o dedo em uma tomada elétrica. "Meu coração quase parou!", ela disse. "Eu bati forte nela, porque estava muito apavorada e queria que ela soubesse disso".

Posso entender a compulsão por bater em tal circunstância. Porém essa mão provavelmente só conseguiu colocar medo em sua filha e chamar mais atenção para a dor da surra que para o ato errado em si. A mãe poderia ter obtido um resultado melhor se tivesse se agachado, olhado nos olhos de sua filha, colocado as mãos em seus ombros e declarado, com uma voz que tivesse igualmente tons de medo e fúria: "Nunca mais faça isso novamente!".

FALE COM FIRMEZA

Recentemente, uma mãe se levantou durante uma sessão de perguntas e respostas, em um de meus workshops, e disse que a única coisa que fazia seus filhos pararem era a ameaça de uma surra. Ela ficou surpresa quando eu disse que talvez lhe faltasse a voz com autoridade.

A voz com autoridade é a ferramenta de disciplina mais efetiva que existe. A maioria de nós se lembra de um adulto de nossa infância, talvez pai, mãe, professor ou treinador, que podia nos parar com uma única palavra ou até mesmo um olhar. Esses adultos tinham a verdadeira autoridade porque apelavam não para o medo, mas para a consciência. Eles também eram consistentes em suas respostas, estáveis. Diziam as coisas uma única vez, e apenas uma vez, seguida de uma ação, se fosse necessário. Se eles dissessem "Se você não consegue se sentar à mesa sem brigar, nós vamos embora do restaurante!", sabíamos que eles queriam dizer exatamente isso. Porque eles não vacilavam, as suas palavras tinham muito peso. Eu gosto de chamar esse tipo de pessoa de "o pai/mãe com credibilidade".

RESPONSABILIZE-OS

Uma mãe descreveu um incidente no qual seu filho de sete anos disse uma palavra vulgar em frente à sogra dela. "Eu fiquei tão envergonhada e horrorizada que o esbofeteei!", ela me falou. "Eu não queria que minha sogra pensasse que eu deixaria isso passar em branco".

"O que aconteceu quando você o esbofeteou?", perguntei.

Ela fez uma careta. "Ela me olhou com tamanho ódio que me fez estremecer. Percebi imediatamente que isso foi uma coisa errada a fazer. Ele não se sentiu mal por ter sido rude; ele agiu como uma vítima, cheio de raiva de mim. Isso certamente não o encorajou a mudar seu comportamento rude". 

O que essa mãe poderia ter feito em vez disso? Ela poderia ter dito calma e firmemente: "Essa palavra é totalmente inaceitável. Assim que chegarmos em casa, vamos falar sobre isso". Mais tarde, depois de uma conversa sobre linguagem imprópria, ela poderia ter feito o filho escrever para a avó ou ligar para ela para se desculpar, mantendo-o responsável por suas ações e ensinando-o muito mais do que um tapa poderia fazer. Esse teria sido um modo melhor de explicar a ele que os sentimentos das outras pessoas importam e que ser rude ou insultar são atitudes não-toleradas.

Mantenha-se calmo

  • A briga dos seus filhos está deixando você louco. Não bata - divida e conquiste. Diga: "Se vocês não podem brincar juntos, precisam ser separados". Pode ser que isso não seja o que eles realmente querem. Colocá-los sozinhos pode ser comparável a uma Sibéria para as crianças. Essa atitude também dá oportunidade para você esfriar a cabeça.

  • Seu filho de três anos desenha na parede com canetas de ponta porosa. Respire fundo e tente se pôr no lugar do seu pequeno artista. Ele não entende por que você elogiou seu bonito desenho ontem, mas está furioso hoje. Explique que o desenho deve ser feito no papel, não nas paredes, e limpem tudo, juntos. E compre apenas canetas com tinta lavável.

  • Sua filha de seis anos é rude com uma de suas colegas, dizendo que ela pe estúpida. É bastante embaraçador quando as crianças se comportam de maneira desrespeitosa na frente de outros adultos. Faça sua filha escrever um bilhete de desculpas ou telefonar para a colega e enfrentar a realidade sozinha.


Nancy Samalin e Catherine Whitney

EXPRESSE RAIVA SEM CAUSAR DANOS - Livro: Amar sem Mimar




Os pais frequentemente se sentem culpados quando perdem as estribeiras ou a paciência com seus filhos. Mas, quando pensam nas vezes em que expressaram raiva - sem mencionar a raiva incontrolável, que deixa o rosto roxo - a maioria deles acha que, de alguma maneira, falharam. Mas a raiva é uma emoção humana normal e as pessoas tendem a ficar mais iradas com quem mais amam. A questão não é como parar a raiva e sim o que fazer quando os ataques de raiva são inevitáveis.

Aqui estão algumas válvulas de escape para quando as coisas saírem do controle:
  1. Reserve um tempo só para você. Quando ficamos tãoalterados que estamos a ponto de perder o controle, sair de cena ou pedir um brece tempo pode nos dar uma pausa para que não fiquemos à mercê de nossas palavras ou emoções. E sair pode ser um modo poderoso de mostrar autocontrole e demonstrar para seu filho como voê considera a situação. O dilema dos pais, há três palavras que devem ser lembradas quando a raiva o fizer se sentir vermelho: sair, esperar e se acalmar.
  2. Saia do quarto, coloque fones de ouvido ou se tranque no banheiro (se for necessário, coloque os bebês e as crianças em um berço onde você sabe que estarão seguros durante alguns minutos). Explique brevemente para seus filhos por que você está deixando a cena. Por exemplo, você pode dizer: "Eu estou me sentindo tão furiosa neste momento que não quero ver vocês até me acalmar". As crianças pequenas podem seguir você e se sentirão muito tristes quando você sair. Porém a alternativa - gritar, bater ou atacar seu filho verbalmente  - é mais prejudicial. Assim, embora sair de perto de seu filho possa não ser o ideal, frequentemente é o menor dos males.
  3. Segure sua língua. As pessoas bravas, magoadas ou chateadas não podem ter um discussão civilizada ou argumentar uma com a outra: assim, se seu filho provocar você ao ponto da ira, tente não dizer nada durante um minuto. Estamos no máximo de nossa vulnerabilidade e menos aptos a disciplinar efetivamente quando estamos transtornados. Nesses momentos, lembre-se: "Eu responderei mais efetivamente se me acalmar primeiro". A coisa maravilhosa sobre não dizer nada é que você nunca tem de ouvir nenhum desaforo de volta. Ou, como disse uma pessoa sábia: "Aquele que hesita provavelmente está certo".
  4. Mantenha a perpectiva. Às vezes, as crianças exibirão um comportamento irritante apenas para provocar uma reação em você. Perseguirão uma à outra pela casa, dirão insultos sórdidos à mesa na hora do jantar e resmugarão muito depois de você dizer um não. Antes de se irritar com um assunto em particular, pergunte: "Qual a importância disso?". Enquanto você pensa na resposta dessa pergunta, começará a se acalmar.
  5. Reconheça quando corre risco. O que acontece às vezes com a raiva é a reação "gota d'água". Incidentes foram se acumulando e você foi contendo tudo - mas, então, uma pequena coisa acontece. É nessa hora que você não pode resistir ao impulso de listar todas as coisas aborrecedoras que seu filho fez naquele dia ou semana ou mês. Mas a maioria das crianças simplesmente ignora depois da primeira ou segunda acusação.
Esteja atento, pois a tentação de agredir seu filho, verbal ou fisicamente é maior quando você está no seu limite. Evite entrar nesse estado, cuidando de você e se dando um tempo - mesmo que isso se resuma a preciosos cinco minutos no banheiro.

Uma história de pais: Quando a raiva gera mais raiva
Um pai, em um de meus grupos, me falou como ficou enraivecido quando chegou em casa do trabalho e descobriu que o filho tinha pegado emprestado o seu novo computador portátil sem pedir permissão. Para piorar as coisas, quando confrontado, seu filho negou que o tivesse feito, culpando a irmã mais velha. O pai ficou tão enfurecido que perdeu o controle e xingou o filho de todos os nomes, disse onde ele terminaria desse modo e citou o perdedor da família a quem o filho fazia lembrar. O filho, chorando com os insultos do pai, correu para o quarto, gritando: "Eu te odeio!". Em vez de se sentir arrependido ou com a consciência pesada, tudo o que o filho conseguiu sentir foi raiva de seu pai.


Nancy Samalin e Catherine Whitney