segunda-feira, 31 de maio de 2010

REVOLUÇÃO DA ALMA - ARISTÓTELES

Aristóteles, filósofo grego, escreveu este texto
“Revolução da Alma” no ano 360 A.C. 
... e é eterno. Vamos a ele!


Ninguém é dono de sua felicidade,
por isso: não entregue sua alegria,
sua paz e sua vida nas mãos de ninguém,
absolutamente ninguém!


Somos livres,
não pertencemos a ninguém e
não podemos querer ser donos dos desejos,
das vontades ou dos sonhos de quem quer que seja.


A razão da sua vida é você mesmo.
A sua paz interior é a sua meta de vida.


Quando sentir um vazio na alma,
quando acreditar que ainda está faltando algo,
mesmo tendo tudo,
remeta seu pensamento para os
seus desejos mais íntimos e
busque a divindade que existe em você.


Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante de você.
Não coloque objetivos longe demais de suas mãos,
abrace os que estão ao seu alcance hoje.


Se anda desesperado por problemas financeiros,
amorosos ou de relacionamentos familiares,
busque em seu interior a resposta para acalmar-se.
Você é reflexo do que pensa diariamente.


Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar.
Então abra um sorriso para aprovar o mundo
que quer oferecer a você o melhor.


Com um sorriso no rosto as pessoas
terão as melhores impressões de você,
e você estará afirmando para você mesmo,
que está "pronto“ para ser feliz.


Trabalhe, trabalhe muito a seu favor.
Pare de esperar a felicidade sem esforços.
Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda.


Critique menos, trabalhe mais.
E, não se esqueça nunca de agradecer.


Agradeça tudo que está em sua vida neste momento,
inclusive a dor.
Nossa compreensão do universo ainda é muito pequena
para julgar o que quer que seja na nossa vida.


A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las.


Se você anda repetindo muito:
“eu preciso tanto de você” ou, “você é a razão da minha vida”
- cuide-se.


É lícito afirmar que são prósperos os povos
cuja legislação se deve aos filósofos.
A inteligência é a insolência educada.
Nosso caráter é o resultado de nossa conduta.
Egoísmo não é amor, mas sim,
uma desvairada paixão por nós próprios.


O homem sábio não busca o prazer,
mas a libertação das preocupações e sofrimentos.
Ser feliz é ser auto-suficiente.


Seja senhor de sua vontade e escravo da sua consciência.


Aristóteles, filósofo Grego, 360 a.C.



É um texto belíssimo, sem dúvidas.
E é eterna a sua mensagem.
Mas, eu sinceramente estou ainda muito longe de conseguir viver plenamente essa revolução da alma. Infelizmente!

Uma evidência é contundente: jamais nos tornaremos belas borboletas sem termos vivenciado a condição de lagartas. Estou ainda na fase da lagarta, mas tenho consciência que sou na essência uma borboleta.  

Espero com a alma cheia de esperança, poder rasgar meu casulo (passado) e me lançar em voos livres...

Quero voltar a ser feliz!!!
Roberta Carrilho

RETRATO - Cecília Meireles

FOTO DA CECÍLIA MEIRELES BY FÁBIO ROCHA

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida a minha face?


Cecília Meireles
(transcrito do livro Obras Poéticas, editora Aguilar, 1977)


Este poema retrata bem o que vai há alma ...
Eu me sinto vazia, profunda e cinza ...
Roubaram meus risos e sorrisos ...
Como eu gostaria de voltar no tempo.

Eu jamais teria tido qualquer relacionamento com HK.
Ser humano (desumano seria melhor a definição) desprovido de sentimentos bons ...
Hoje estaria em paz!!!

Quantos arrependimentos ...
Quantas amarguras...
Quantas desilusões ...
Quantos tudo...

Tenho pena desta criatura insana e cruel!!!

Nada acontece por acaso...
Se passei por essa experiência traumática,
É porque eu precisava expiar algum débito.
Mas é tão difícil! É tão sofrível ...

Um dia voltarei a sorrir e rir como antes de conhecê-lo,
E neste dia, deixarei de ser escrava, prisioneira do rancor.
Sepultarei todas as lembranças e mágoas.

Roberta Carrilho


VALORIZE AS TAREFAS DOMÉSTICAS - Livro: Amar sem Mimar



Uma das reclamações frequentes que ouço de pais é que as crianças hoje não estão fazendo as tarefas domésticas da maneira como eles se lembram de fazer quando eram jovens. Essa constante fonte de frustração torna-os rabugentos, principalmente quando constatam que as crianças resistem a essas tarefas ou então as ignoram. Muitas vezes, nós, pais podemos nos fixar em questões de limpeza e tarefas domésticas, excluindo outros valores. No entanto, a maioria dos pais provavelmente concordará que não é um sinal saudável quando uma criança se torna obcecada por limpeza. Imagine como você reagiria se seu filho entrasse na cozinha e dissesse: "Ei, mãe, este lugar está cheio de panelas e pratos sujos. Deixe-me lavá-las imediatamente para você".

Crianças raramente compartilham de nossa paixão por camas perfeitamente arrumadas ou chãos que não estejam cobertos de brinquedos. Elas simplesmente parecem não se preocupar com a bagunça que fazem. Ao ordenarmos constantemente que "arrumem sua cama... recolham seus brinquedos... recolham o lixo...", a maioria das crianças tende a ser resistente e não-cooperadora.

Não estou dizendo que tarefas domésticas sejam menos importantes ou irrelevantes. O que defendo é dar às tarefas domésticas sua real importância.


FAÇA  A  CONEXÃO

Considerando que as crianças aprendem valores importantes fazendo coisas úteis, podendo conseguir o máximo a partir de seu genuíno desejo de se sentirem necessárias. Fazemos isso quando estabelecemos uma conexão entre as tarefas domésticas que executam e a real contribuição que essas tarefas trazem à vida da família. Mesmo crianças pequenas, de dois anos, podem ordenar coisas, pares de meias, colocar roupas no cesto, ajudar a recolher e a jogar papéis fora etc. Nessa idade, elas adoram "trabalhar" ao seu lado e ainda não perceberam que as tarefas domésticas podem ser tediosas. Crianças em idade pré-escolar podem ajudar a preparar uma comida simples, a arrumar a mesa, a recolher as folhas, a usar a pá de lixo ou a varrer. Crianças de escola primária podem ensinar os irmãos mais novos, além de aprenderem a usar a lavadora de louça ou de roupa.

As crianças rapidamente compreendem a diferença entre tarefas domésticas superficialmente impostas - "trabalho secundário" - e tarefas que são realmente significativas. Por exemplo: se você pedir a sua filha para comprar um litro de leite no caminho de volta da escola, porque você tem de trabalhar até mais tarde e não terá tempor de ir ao mercado, ela poderá ver facilmente que essa tarefa satifaz a uma real necessidade: o leite para o café da manhã do dia seguinte. Por outro lado, ela poderia achar que arrumar a cama ou dobrar as roupas antes de colocá-las nas gavetas é um trabalho secundário, que não alcança nenhum propósito significativo.

Certa mãe tentou fazer essa conexão com o filho em idade pré-escolar, que reclamava e sempre protelava quando era hora de arrumar os muitos brinquedos, quebra-cabeças e livros, espalhados por todo o chão:


Mãe: Ronnie, pode me dizer por que eu o chateio, sempre que peço para você arrumar o quarto de brinquedo?
Ronnie: Sim. Porque você gosta de me pertubar.
Mãe: Hummmm. Sua professora pede para você guardar seus brinquedos depois que termina de brincar?
Ronnie: Sim...
Mãe: Bem, eu imagino o que aconteceria se ninguém recolhesse os brinquedos na sua escola.
Ronnie(rindo): Eles ficariam empilhados até o teto! A gente nem conseguiria entrar lá!

Para reforçar a mensagem, quando as crianças são pequenas, você pode fazer conexões simples entre tarefas e benefícios. Você poderia dizer: "Por favor, coloque o suco na geladeira para que não estrague". Melhor ainda, pergunte a elas o que acham que aconteceria se uma tarefa fosse negligenciada: "O que você acha que aconteceria com o sorvete se nós esquecêssemos de colocá-lo no congelador?... Com as migalhas, se fossem deixadas na mesa de um dia para outro?... Com os pratos, se nós não os lavássemos?".

Mas não repita sua ordem. Peça uma vez, deixe as consequências claras, e então permita que seus filhos as experimentem. Se o suco ficar fora da geladeira durante a noite, você poderá dizer: "Eu sei que você adora tomar seu suco pela manhã, mas o suco estragou porque não foi colocado na geladeira ontem à noite".


NÃO SE ESQUEÇA DE DIZER "OBRIGADA"

Todos nós gostamos de ouvir que nossas ações tornam a vida das outras pessoas mais fácil ou mais feliz. As crianças não são diferentes. Quando arregaçam as mangas para o trabalho, deixe que saibam que você aprecia isso. Tente ser específico em seu elogio e não diga apenas: "Você é tão útil!", mas "Quando você me ajuda a lavar os pratos é muito mais rápido e temos mais tempo para ler juntos".

Sempre que possível, reforce em palavras que a tarefa realmente faz uma diferença significativa, permitindo que suas crianças vejam a própria casa como um lugar onde as pessoas realizam tarefas para ajudar uma às outras.



Nancy Samalin e Catherine Whitney

quinta-feira, 27 de maio de 2010

SE AMAR FOSSE FÁCIL...

se amar fosse fácil...
não haveria tanta gente amando mal,

nem tanta gente mal amada.

se amar fosse fácil...
não haveria tanta fome

nem tantas guerras

nem gente sem sobrenome.

se amar fosse fácil...
não haveria crianças nas ruas sem ter ninguém
 
 
nem haveria orfanatos

porque as famílias serenas adotariam mais filhos

se amar fosse fácil...
não haveria esposas mal amadas

e nunca ninguém negaria o que jurou num altar

nem haveria divórcio e nem desquite, jamais...

se amar fosse fácil...
não haveria assaltantes

e as mulheres gestantes não tirariam seu feto

 
nem haveria assassinos...

 
mas o amor é um sentimento que depende de um "eu quero"

 
seguido de um "eu espero" ...

 
Mas a vontade é rebelde,

o homem, um egoísta que maximiza seu "eu"

 
por isso, o amor é difícil.

Jesus Cristo não brincava quando nos mandou amar.

 
e, quando morreu amando deu a suprema lição...

Não se ama por ser fácil,
ama-se porque é preciso! 


Autor Desconhecido

quarta-feira, 26 de maio de 2010

TENHA AUTORIDADE - Livro: Amar sem Mimar



É trabalho dos pais impor limites. Mas a meta dos filhos é tentar escapar deles em qualquer oportunidade. Nós devemos fornecer estrutura; eles querem liberdade. Nós precisamos garantir a sua segurança; eles são atraídos pela aventura e o perigo. Nós temos consciência das consequências; eles são impulsivos e completamente imersos no aqui e agora.

Não podemos forçar as crianças a verem as coisas a partir do nosso ponto de vista, apesar de essa ser uma idéia tentadora, porque tornaria nossa vida muito mais fácil. Imagine seu filho dizendo: "Você tem razão, mamãe. Eu não devo assistir à TV enquanto não terminar minha lição de casa. Agradeço muito por me lembrar". Isso é irreal. Mesmo assim, muito pais tentam desesperadamente persuardir suas crianças a uma obediência idealizada. Ou então vão para o outro extremo, assumindo uma postura de "executores da lei" e se tornando rígidos e controladores.

Felizmente, a escolha não tem de estar entre ser muito permissivo ou muito rígido. Há outro caminho que se chama autoridade. Vamos analisar os três estilos: permissivo demais, rígido demais e autoridade.


PERMISSIVO DEMAIS

Ser permissivo significa ter de subornar, pleitear e ceder freqüentemente. Significa que sua criança tem de ser feliz com os limites que você impõe. Significa dizer não, mas querendo dizer "provavelmente não" ou "não tenho certeza". É como o pai que me falou: "Nós estabelecemos regras muito claras quanto à hora de dormir ... Eu acho".

A permissividade pode parecer adorável hoje, mas cria insegurança. A criança não aprende a lidar com muito poder. Não importa o quanto ela proteste ou discuta, ela precisa de você no comando de modo amoroso.

Aqui está uma situação típica que demonstra a maternidade permissiva em ação. Kevin, de seis anos, tem permissão para brincar no quintal depois do jantar. Às oito horas, a mãe o chama para entrar:

Mãe: Kevin, querido, está escurecendo. Que tal entrar?
Kevin: Não, eu não quero.
Mãe: Por favor, querido.
Kevin: Não. Eu quero brincar mais meia hora.
Mãe: Está ficando tarde. Seja um bom menino e entre, está bemmmmm?
Kevin: Não!
Kevin corre pelo quintal, enquanto sua mãe reclama: "Eu não consigo nada com esse menino". Mas, ao permitir que Kevin defina as condições, a mãe perdeu a batalha. Se as crianças têm escolha, raramente escolherão a opção que não seja a mais divertida.

Recentemente eu observei o exemplo de um pai que pedia permissão à filha. Eu vi esse pai almoçando com sua filha, que parecia ter cerca de três anos. Ele não tinha terminado, mas notou que ela estava ficando um pouco inquieta. Eu o ouvi dizer: "Está bem para você se eu terminar meu café antes de irmos?" Fiquei chocada pelo desejo dele de deixar que ela comandasse. Se ele tivesse tido mais autoridade, teria dito algo, como: "Assim que eu terminar meu café, partiremos".

QUAL É O SEU ESTILO DE PATERNIDADE/MATERNIDADE?

SITUAÇÃO
Seu filho em fase pré-escolar chora porque quer um doce no supermercado.

MUITO PERMISSIVO
"Tudo bem. Eu estou muito cansada para discutir. Mas só desta vez".

MUITO RÍGIDO
"Eu disse não, e quero dizer isso! Se me pedir de novo, não terá doces por um mês!"

SIMPLESMENTE TENDO AUTORIDADE
"Esse doce realmente parece bom, mas doces não estão na nossa lista de hoje".

SITUAÇÃO
Seus filhos estão brigando por causa da programação da TV.

MUITO PERMISSIVO
"Por favor, crianças, vocês não podem ser legais um com o outro? Vocês não conseguem ficar sozinhos?".

MUITO RÍGIDO
"É isso! Já chega! Sem TV pelo resto da semana. Isso irá ensinar vocês a se comportarem!'.

SIMPLESMENTE TENDO AUTORIDADE
"Garotos, se vocês conseguirem definir o programa a que assistirão, são bem-vindos à nossa hora de TV. Caso contrário, a TV será desligada".

SITUAÇÃO
Sua filha deixou a bicicleta nova do lado de fora da casa, embora você já tivesse dito a ela para não fazer isso, e a bicicleta foi roubada.

MUITO PERMISSIVO
"Oh, querida. Sinto muito que uma pessoa má tenha roubado sua bicicleta. Não se preocupe, eu prometo qe a substituitemos".

MUITO RÍGIDO
"Eu disse a você para não deixar a bicicleta lá fora, mas você não me ouviu. Agora é tarde! Bem-feito!".

SIMPLESMENTE TENDO AUTORIDADE
"Sinto muito que sua bicicleta tenha sido roubada, mas você ficará sem outra por algum tempo. Nós já discutimos isso anteriormente e concordamos que bicicletas deixadas no quintal correm o risco de ser roubadas".

SITUAÇÃO
Seu filho está implorando um brinquedo caro: "Por favor, pai, compre o Nitendo. Eu preciso dele!"

MUITO PERMISSIVO
"Você sabe que estamos sem dinheiro, mas eu prometo comprá-lo assim que puder".

MUITO RÍGIDO
"Olhe para todos os brinquedos que você tem e veja que nunca está satisfeito. Pense nas crianças pobres que não têm nada".

SIMPLESMENTE TENDO AUTORIDADE
"Esse brinquedo parecer ser um brinquedo e tanto. Posso ver por que você o quer. Mas, neste momento, terá de colocá-lo na sua lista de desejos".


MUITO RÍGIDO

A abordagem autoritária não é muito melhor. Os pais excessivamente rígidos assumem o controle e esperam obediência inquestionável. Ser muito autoritório significa obter obediência total das crianças a qualque custo. As crianças nem sempre precisam de uma explicação nem têm que gostar de suas regras. Mas, quando você diz: "a resposta é não e acabou", não é igual a dizer: "Como você desafia (ou questiona) minha autoridade? Quem você pensa que é?". Esse é um roteiro familiar que faz com que lembremos, sem nenhuma saudade, de nossa própria infância.

Criar filhos de forma autoritária gera rebeldia e mesquinhez. O exemplo a seguir ilustra uma abordagem autoritária para a situação anterior, quando Kevin foi chamado para a cama:
Mãe: Kevin, é melhor você entrar agora mesmo!
Kevin: Só meia hora mais.
Mãe: Não! Você vai entrar agora, senão...
Kevin: (resmungando);Eu quero ficar aqui fora ...
Mãe: Quando eu digo agora, quero dizer agora.
A mãe começa a se proximar de Kevin furiosamente. Quando ela alcança o braço dele e o puxa para casa, ele se livra do braço dela. A mãe adverte: "Se você não entrar, eu não o deixarei sair depois do jantar pelo resto do mês!".


MELHOR: TENHA AUTORIDADE

Pais que têm autoridade entendem a necessidade de definir limites e fornecer estrutura para seus filhos; além disso, durante o processo, eles tratam as crianças do modo como eles gostariam de ser tratados: com respeito e dignidade.

A cena entre Kevin e sua mãe se torna muito diferente quando ela assume uma abordagem com autoridade. Antes de Kevin sair, ele e sua mãe concordaram que ele entraria às oito horas. Esse acordo forma a base para chamá-lo a entrar em casa:

Mãe: "Kevin, são oito horas".
Kevin: "Já? Eu fiquei fora tão pouco tempo".
Mãe: "Eu sei. Mas o relógio indica oito horas".
Kevin entra relutantemente e reclama um pouco, mas a mãe não leva isso para o lado pessoal. Ela não se mostra insegura quanto a sua decisão. Em vez disso, ela diz: "Eu não o culpo por estar desapontado, mas esse foi o nosso acordo". Sabendo que não tem argumentos para discutir, Kevin encontra qualquer outra coisa para fazer.

Eu gosto do modo como Bárbara Coloroso, em seu livro Kids are worth it, Crianças valem a pena (Avon Books, 1995), descreve esses três estilos de educar. Ela os chama de "água-viva" (permissivo demais), "parede de tijolo" (rígido demais) e "coluna vertebral" (tendo autoridade).


Nancy Samalin e Catherine Whitney

ACABE COM AS CRIANÇAS SURDAS-PARA-PAIS - Livro: Amar sem Mimar



Seus filhos são crianças surdas-para-pais? Você se pega elevando o tom de voz para poder ser ouvido? Grita e berra para fazer uma observação? Implora para obter uma resposta? Precisa ficar se repetindo como um disco riscado? Alguma dessas táticas funcionam? Provavelmente, não. O resultado é que suas crianças continuam a não escutar e você acaba se transformando numa pilha de nervos.

O que você pode fazer quando precisa obter a atenção de uma criança e ela está no modo surda-para-pais? Aqui estão algumas sugestões para melhorar a probabilidade de que suas crianças realmente escutem seus pedidos:

  •  Quando você tiver algo a dizer para seu filho, faça a sua presença física ser sentida. Em vez de gritar de um outro quarto ou do corredor, vá até seu filho e olhe nos olhos dele quando falar. Com uma criança pequena,ajoelhe-se e toque-a enquando estiver falando.

  • Diga ao seu filho o que FAZER ao invés de o que NÃO FAZER:
Ineficaz:  "Não corra".
Eficaz: "Caminhe enquanto atravessa a rua.

Ineficaz: "Não pinte a mesa".
Eficaz: "Pinte o papel".

  •  Seja claro e específico.
 Ineficaz: "Não faça sujeira".
Eficaz: "Isso é lixo. Deve ir oara a lata de lixo".

Ineficaz: "Depressa! Vamos!"
Eficaz: "Estarei saindo em dez minutos".

  •  Dê as informações necessárias à criança. Descreva o problema. As informações ajudam-na a entender o que fazer.
Ineficaz: "Limpe aquela comida do chão!"
Eficaz: "Formigas entram na casa quando se deixa comida no chão".
 Se você quiser que suas crianças sigam suas ordens eficazmente, tem de explicar exatamente o que quer que elas façam. Eu frequentemente ouço pais usando frases ineficazes como "Preste atenção", "Seja agradável", "Seja um bom filho", "Cuidado!", "Cresça!" e "Aja de acordo com sua idade". O resultado é que as criançassó ouvirão se você tiver algo claro e concreto para dizer.

UMA HISTÓRIA DE PAIS: OLÁ
Kelly, a filha de oito anos de Jody, era decididamente surda-para-pais. Ela tornou rotina não responder ao primeiro chamado de Jody, e normalmente eram necessários três ou quatro chamados até que respondesse. Finalmente, um dia, Jody se sentiu tão frustada, que caminhou em direção à filha com uma pequena lanterna e apontou o feixe de luz na orelha dela.
"O que você está fazendo?", Kelly perguntou.
"Estou verificando suas orelhas", Jody respondeu calmamente. "Você tem tanta dificuldade para me ouvir quando peço para colocar a mesa ou limpar seu quarto, que achei que tivesse algo grudado nelas".
Kelly riu: "Tudo bem, mãe, entendi o que você quis dizer".


Nancy Samalin e Catherine Whitney

segunda-feira, 24 de maio de 2010

CAMINHADA PELA ADOÇÃO EM DIVINÓPOLIS

Caminhada em Apoio a ADOÇÃO FAMÍLIA PARA TODOS e da ONG "DE VOLTA PARA CASA", realizada no dia 21/05/10 na minha cidade natal, Divinópolis/MG.


"A ADOÇÃO É A GESTAÇÃO PLENA DO AMOR DIVINO".
Adorei essa frase, para mim é a campeã...
Frase do aluno Pedro da EE. "São Francisco de Assis
Divinópolis/MG 


"UM GESTO DE AMOR"

Vou contar a minha História
Que iniciou num hospital
Fruto de um carnaval.
Minha mãe lá me deixou
Eu não sei se ela chorou
Pois lá fiquei sozinha
Uma linda menininha
Que a mãe abandonou.

Minha avó soube da história
E lá foi me buscar
Pois eu chorava sem parar
Parece que eu entendia
A cena que eu vivia
E agora posso contar
E já não preciso chorar
Ao lembrar daquele dia.

Minha mãe me rejeitou
Vovó não pode criar
Não podia me alimentar
Devido a sua pobreza
Não tinha nada na mesa
Me jogou no orfanato
Verdadeiro é este tato
Falo isso com certeza.

Um dia uma família
Foi pra me buscar
Os meus olhos ficaram a brilhar
Quando vi que era verdade
Foi grande a ansiedade
Ao ver aquele casal
Acabou um temporal
Com este gesto de amor.

Hoje tenho uma família
Confesso que sou feliz
Me sinto como uma atriz
Nesta novela da vida
Desses pais eu sou querida
Através de uma adoção
A outra mãe eu dei perdão
Pois está arrependida.


Aluna: Daniella Alves de Oliveira
Escola: EBM Santa Julia Billiart

sexta-feira, 21 de maio de 2010

POSTAL I

Lindo Postal ... Adorei a fotografia!!!

FELICIDADE

Felicidade é ter certeza
de que nossa vida não está
se passando inutilmente.

Érico Veríssimo

ACABE COM O RESMUNGO - Livro: Amar sem Mimar




Você está sentada à mesa da cozinha, tentando escrever um cartão a um amigo quando seu filho de seis anos a interrompe. É a terceira vez em três minutos.

"Eu estou cheio!", ele resmunga.

Sem olhar, você diz: "Deixe de resmungar. Eu já falei que terminaria logo!".

A voz de seu filho aumenta um tom. "Mas, mamãe, eu não tenho nada para fazer."

"Então encontre algo. Eu preciso terminar este cartão". Agora você está ficando nervosa.

"Mas, mãeeeeeeeeeeeeee!" O tom de voz dele agora subiu ao extremo. "O que eu vou fazeeeeeer?"

Você joga a caneta no chão e se vira. "Pare de resmungar agora mesmo. O que você quer que eu faça?

Você tem um quarto cheio de brinquedos!".

Parece um disco riscado que toca sempre a mesma faixa. Ele resmunga; você reage. Ele resmunga um pouco mais; você levanta sua voz. Ele resmunga; você cede ou desiste. É compreensível e inacreditavelmente frustante. Quando seu filho começa a lamentação, tudo o que você consegue pensar é como fazê-lo parar.

O resmungo é como giz que arranha o quadro-negro. É como a irritante sirene ininterrupta de um alarme de carro ou o latido contínuo de um cachorro. E pode levar qualquer pai ou mãe bem-humorado(a) ao limite. Mas, na maioria das vezes, ordenar que uma criança pare de resmungar é quase tão eficaz quando ordenar que pare de chorar.

DESEMPENHO DE PAPEL: UMA ESTRATÉGIA ANTI-RESMUNGO

Quando uma criança desenvolve o hábito de resmungar, ela geralmente não consegue, sair desse padrão sozinha. Carol, uma das mães presentes em meus seminários, tentou ensinar sua filha de quatro anos, Hannah, a identificar a diferença entre resmungar e pedir, para que pudesse ter mais controle sobre o modo como se expressava. Quando Hannah começava a resmungar, Carol dizia: "Eu só respondo quando você falar em seu tom de voz normal, Hannah. Você pode me pedir da maneira certa para que eu escute?. Com o tempo, Hannah aprendeu a pedir o que queria sem resmungar. Quando ocasionalmente alterava o comportamento, Carol dizia calmamente: "Tente novamente. Eu aposto que você pode dizer em seu tom normal de voz, Hannah".

Outra menina de seis anos era tão resmungona que a mãe teve dificuldades para explicar a diferença entre os tipos de vozes:

Jennifer (resmungando): Estou morrendo de fom. Por favorrrrrr... Eu quero um lanche.

Mãe: Você terá seu lanche se me pedir com sua voz normal. 

Jennifer (resmungando): Esta é minha voz normal! Mãe: É? Tem certeza? 

Jennifer: Siiiim! 

Mãe: Ok, você será a mamãe e eu serei a Jennifer. Eu vou lhe pedir um lanche com minh a voz normal.

Jennifer (começando a rir com o canto da boca): Ok.

Mãe: (em um ganido exagerando ...): Manhêêê, estou morrendo de fome. Por favorrrrrr... Eu quero um lanche. 

Jennifer (rindo): Esta não é a minha voz normal!

Mãe: Ainda bem. Estava começando a ficar preocupada. Agora deixe-me ouvir sua voz normal.

Jennifer concordou. E também ficou mais consciente do modo como falava quando estava resmusgando  Além disso, ela e a mãe puderam compartilhar uma risada porque o exercício foi conduzido de maneira divertido, não julgadora. Mas, se você tentar desempenhar papéis, tenha cuidado para fazer isso de maneira divertida, nunca sarcasticamente. Sua meta é ensinar, não zombar de seu filho. Além disso, se sua criança realmente tem fome ou está cansada, não conseguirá compreender suas palavras ou apreciar seu humor.

Uma História de Pais: Lições de Linguagem

Sheila e sua filha de cinco anos de idade, Emily, estavam em um ônibus. Dois bancos à frente, um menininho perturbava a mãe, resmungando em voz alta e de maneira irritante: "Mamãe, por favor, podemos ir ao jardim zoológico? Por favor ... Por favor". Como seu discurso ficava cada vez mais estridente, as pessoas no ônibus fecharam a cara em sinal de reprovação. Sheila observava sua filha, que, em fascinação silenciosa, olhava fixamente para o menino. Sheila pensou que tinha encontrado o "momento de ensinamento perfeito", até que Emily se inclinou e sussurrou ruidosamente: "Mãe, aquele menino também fala resmungando!".

Não ceda. Um resmungão experiente sabe dobrar os pais com seus argumentos inflexíveis. Se você está tentado a desistir apenas para não ouvir mais a ranhetice  vá para longe de seu filho. Diga: "Se você está a fim de resmungar tudo bem, mas eu não quero ouvir isso. Vá para seu quarto e resmungue à vontade até que esteja pronto para parar. Eu estarei na cozinha; saia somente quando terminar a lamentação!".

Uma das mães que eu conheço jura que uma estratégia, bastante original, funciona. Quando a filha começa a resmungar, ela lhe dá um gravador e diz: "Por que você não vai até o quarto e grava isso para mim? Eu tentarei escutar quando tiver uma chance". Inevitavelmente, a filha já esqueceu toda a queixa quando a mãe está pronta para escutar a gravação.


SEIS RESPOSTAS RÁPIDAS PARA CORTAR O RESMUNGO PELA RAIZ

Sempre use sua própria voz "anti-resmungo" ao dar estas respostas:

  1. "Você pode me pedir novamente".

  2. "Eu não consigo escutar quando você está remugando".

  3. "Tente um tom de voz diferente".

  4. "Resmungar não transformará meu não em sim".

  5. "Ok, se você quiser resmungar, faça isso em seu quarto".

  6. "Ai! Meus ouvidos estão começando a doer".


Nacy Samalin e Catherine Whitney


quinta-feira, 20 de maio de 2010

EVITE GUERRAS DE PODER - Livro: Amar sem Mimar



ESTABELEÇA REGRAS QUE SEJAM RESPEITADAS

Sua responsabilidade como pai ou mãe é definir limites apropriados, manter seu filho saudável e seguro e estabelecer a ordem em sua casa. Tudo isso exige muita firmeza, mas você pode encontrar um equilíbrio entre ela e flexibilidade. Em toda família, há questões negociáveis e não-negociáveis; desse modo, quando você examinar as questões de comportamento em sua casa perceberá que se ajustam nessas duas categorias. As regras não-negociáveis  se relacionam a segurança, questões básicas de saúde e valores funcamentais. As regras negociáveis são aquelas que você pode contornar, mesmo se o comportamento apresentado o aborrece e envolvem preferências pessoais, gostos discrepantes e conveniências.

Se você olhar para a mairoria das regras, perceberá que existem vários modos diferentes de alançar o objetivo desejado. Quando você dá a seus filhos a opção de decidirem como o objetivo será alcançado e permite que se sintam mais no controle, é menos provável que resistam. Se a criança se recusa a usar um gasalho em um dia frio, insitindo em não precisar dele, deixe-a simplesmente levar o agasalho e vesti-lo quando sentir frio. Se ela sempre reclama que não está cansada na hora de dormir, diga-lhe que pode manter a luz do quarto acesa e ler traquilamente, contanto que fique na cama. Desse modo, quando estiver bastante cansada, dormirá.

Quando você proporciona a seu filho um pouco de liberdade e flexibilidade nas questões cotidianas, descobrirá que ele responde bem ao desafio de tomar suas próprias decisões, além de perceber que a vida geralmente oferece várias possibilidades para se alcançar um objetivo.

Seu tom de voz e as palavras que você usa podem fazer toda a diferença entre uma luta de poder feroz e um espírito de reciprocidade. O ponto-chave é declarar suas regras e expectativas de maneira clara e firme. Evite exibir raiva quando declarar expectativas. Uma demonstração de raiva apenas aumenta a resistência de seu filho à sua mensagem.
Seja claro, firme e Não-confrontativo

Não diga: "Por que você não colocou o cinto de segurança?"
Diga: "Quando você colocar o cinto de segurança, nós partiremos".

Não diga: "Que boca suja você tem!"
Diga: "Eu não escutarei quando você falar comigo de maneira grosseira".

Não diga: "Quantas vezes eu já falei para você se preparar para a escola?"
Diga: Eu estou saindo para trabalhar em cinco minutos e eu espero que você esteja pronto até lá".

Não diga: "Se você colocar esses pratos agora mesmo na pia (ou na lavadora de louça), nada de jogos no computador hoje à noite".
Diga: "Você pode usar o computador assim que estes pratos forem recolhidos".


Frequentemente, sugiro aos pais que façam listas separadas de questões negociáveis e não-negociáveis. Lembre-se de que "negociável" não significa que vale tudo, apenas que a flexibilidade é possível. Aqui estão alguns exemplos:

REGRAS NEGOCIÁVEIS
Qual roupa vestir.
Quando as luzes devem ser apagadas.
Limites de tempo em frente da televisão e seleção da programação.
Preferências de comida.
Escolha de tarefas.

REGRAS NÃO-NEGOCIÁVEIS
Não atravessar a rua sem um dos pais ou de um adulto responsável.
Não insultar ou ser descortês.
Não agredir nem ferir.
Não mentir.
Organizar sua própria bagunça.
Escovar seus dentes antes de dormir.
Fazer a lição de casa antes de assistir à televisão.
Sempre usar cinto de segurança no carro.
Não usar linguagem de baixo calão.

Essa abordagem requer esforço e paciência, especialmente no início. Quando você estiver cansado(a) ou ocupado(a) ou se sua criança estiver sendo particularmente inflexível, ela pode parecer impossível. Nesse caso, é bastante tentador ceder para evitar uma cena ou discussão; mas tente, pois, conseguir que suas crianças sigam de maneira séria as regras não-negociáveis, não apenas reduzirá sua tensão, como também ensinará a elas, uma lição importante sobre autodisciplina.



Nancy Samalin e Catherine Whitney