quinta-feira, 25 de agosto de 2016

25/08/16 dia do início do GOLPE PARLAMENTAR DO BRASIL - páginas vergonhosas da história da democracia por Tico Santa Cruz



Começa hoje o teatro de cartas marcadas que deixará registrado na história desse país que o voto não vale nada. Diante dos fatos e atestados de que Dilma Rousseff não cometeu crimes de responsabilidade, o Senado rechaçará a máxima que implica a sociedade aceitar que o parlamento é quem deve estabelecer se um presidente pode ou não permanecer no cargo caso ele não se curve as chantagens, aos conchavos e as politicagens que se perpetuam num sistema podre há séculos nesse país. 

Dilma será julgada e certamente condenada por um crime que não cometeu. PIOR, será julgada por muitos réus, por gente que está dentro de delações premiadas, de lista de empreiteiras, de processos que correm lentos na justiça, e enquanto que ela mesma não está em nenhuma lista. 

Todos esses dias de julgamento serão apenas encenações para legitimar o ilegítimo. Para gerar notícias de jornal e a sensação para o povo brasileiro de que estão fazendo o correto. Não eximo Dilma de seus erros de administração, da sua dificuldade em dialogar com alguns setores e nem tão pouco das lentidão em agir para reverter o quadro enquanto ainda dava tempo. 

Mas é importante lembrar que nesse PROCESSO DE IMPEACHMENT ela não está sendo julgada por nenhuma outra acusação que não as tais PEDALADAS. 

Quando todo esse processo acabar o Brasil será entregue a grupos que foram incapazes de vencer nas urnas, e a história deixará registrada mais um capítulo na incapacidade desse país de respeitar a democracia.

Quanto a ROUBALHEIRA institucionalizada em todos os segmentos da república, desde o sonegador até o político, passando por empresários, banqueiros, igrejas, indústrias, e toda fauna de setores que sempre ganharam muito dinheiro lesando a pátria, reitero minha posição de que a Justiça, seja através da Lava Jato ou de qualquer outra operação, deveria extinguir os esquemas e prender a TODOS os envolvidos, de qualquer partido, de qualquer posição ideológica, porém sabemos que os intocáveis não estão sendo alcançados e estes intocáveis promoveram esse julgamento JUSTAMENTE para que possam continuar intocáveis. 

Se isto não está claro nesse momento, no futuro ficará. 
No fim desse processo encerro também minha participação nessa história! Tendo em vista que entrei não para defender um Partido Político ou qualquer um desses envolvidos nesses escândalos. Entrei porque não aceito injustiças e o que estão fazendo com Dilma é uma injustiça. 

Encerrado esse capítulo. Como prometi a meus filhos, minha família e meus amigos que restaram - as verdadeiras pessoas que me amam e me respeitam, deixarei o jogo seguir e cada qual que assuma suas responsabilidades dali adiante. 

E assim será! 
Tico Santa Cruz


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

MINHA PRECE DIÁRIA POR ROBERTA CARRILHO



Senhor, na condição de espírito reencarnada, estou de volta a este mundo para meu aperfeiçoamento moral e espiritual, o que não é tarefa fácil, visto que as minhas imperfeições ainda são muitas. Mas tenho plena confiança em Sua bondade para comigo e sei que em todos caminhos que eu percorrer, o Senhor estará em mim. Dou-Lhe graças por mais este dia de vida.
Assim Seja! 
Amém





AFINAL, É POSSÍVEL OUVIR OS MORTOS? Sílvia Lisboa, da Superinteressante


Cena do filme Chico Xavier: não existem hipóteses científicas que sustentem a concepção de algum tipo de alma que sobreviva à morte

Chico Xavier doou todos os direitos autorais dos mais de 400 livros que escreveu em vida. O gesto não era apenas generosidade do médium. Ele dizia que não havia escrito nenhum livro. “Eles escreveram”, repetia. 

De acordo com a ciência, Chico não poderia falar com os mortos, claro. Tudo teria sido produzido pelo seu próprio cérebro. Se ele ouvia vozes, eram vozes produzidas por sua mente.

Afinal, a ciência mostra que a consciência (a mente, ou a alma) é fabricada pelo cérebro e está confinada nele. Ou seja, quando o corpo morre, a consciência desaparece.

Não existem hipóteses científicas que sustentem a concepção de algum tipo de alma que sobreviva à morte. 

Mas, diante do acúmulo de casos como o de Chico Xavier, que não foi explicado pelas leis da natureza ou considerado categoricamente como fraude, um grupo de cientistas decidiu questionar a ciência - e não os médiuns.

A conclusão dos pesquisadores está no livro Irreducible Mind (“Mente Irredutível”, sem tradução para o português).

A obra parte da lógica de que fenômenos como a mediunidade, a telepatia e experiências de quase-morte são indícios de que o modelo teórico vigente nos meios científicos é incompleto.

Os autores defendem uma mudança na forma de encarar casos como o de Chico: tirá-los do campo do folclore e da superstição e analisá-los. Hoje, são ignorados. 

Para o grupo coordenado pelo psiquiatra da Universidade da Virgínia (EUA) Edward Kelly, a ciência vem ignorando um princípio científico básico, o da “falseabilidade”, defendido pelo filósofo Karl Popper.

Popper dizia que era muito fácil - e perigoso - ficar catando evidências favoráveis para defender uma tese. Difícil era encontrar o argumento que a desmontaria de vez.

Para Popper, todo cientista sério deveria estar sempre procurando um furo na sua tese - e não o contrário.

Kelly e seus colegas defendem que a mediunidade pode ser um desses furos - e pode desvendar o mistério da consciência, que instiga filósofos e cientistas há mais de 2 mil anos.

Eles acreditam que parte do problema está em considerar mente e cérebro uma coisa só. Em Irreducible, os pesquisadores propõem que o cérebro seja encarado como um aparelho de TV.

A consciência seriam seus programas. Um defeito na TV pode alterar a qualidade da imagem, mas não necessariamente o conteúdo dos programas - eles não existem apenas dentro daquele aparelho.

Ou seja, sem a TV, não podemos enxergar nosso seriado favorito, mas ele existe mesmo assim. Só não pode ser assistido.

Funcionaria de um jeito parecido com a consciência: dependemos do cérebro para percebê-la, mas ela não está, segundo a proposta, confiada dentro do aparelho (o cérebro).

E isso garantiria sua sobrevida além do corpo, abrindo a possibilidade de explicar a ideia de que a consciência segue vagando por aí após a morte e pode se comunicar com os outras consciências, vivas ou não.

Kelly e os colegas não sabem dizer se estão certos nem têm provas irrefutáveis a favor dessa concepção. Eles oferecem a hipótese apenas para sensibilizar seus colegas da psicologia e da neurociência.

Querem que os cientistas tradicionais questionem suas convicções e prestem mais atenção em fenômenos hoje ignorados, como a mediunidade. 

Os argumentos a favor dessas teorias ganham força com alguns estudos, como uma pesquisa publicada há dois anos na prestigiada revista científica Plos One.

Em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora e com a Universidade da Pensilvânia, o psicólogo e neurocientista Julio Peres, da USP, viajou aos Estados Unidos com dez médiuns brasileiros.

Os voluntários eram destros e tinham entre 15 e 47 anos de experiência mediúnica - cada um com, em média, 18 psicografias por mês. Nenhum deles tinha transtorno mental diagnosticado.

No Centro de Radiologia e Medicina Nuclear da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia, os voluntários receberam uma substância radioativa para captar a atividade cerebral por meio de um exame de imagem chamado spect.

Peres e Andrew Newberg, o cientista americano conhecido por estudar o cérebro de freiras rezando e monges em meditação, avaliaram as diferenças nas imagens do cérebro dos voluntários em dois momentos: durante a psicografia e fora do estado de transe, escrevendo um texto comum, de autoria “própria”. 

Os resultados mostraram uma diferença significativa. Em transe, enquanto supostamente escreviam guiados pela voz ou pela mão dos espíritos, os médiuns apresentaram níveis mais baixos de atividade no lobo frontal, que está associado à razão, à linguagem e ao planejamento.

“Esse resultado possivelmente reflete a ausência de consciência na psicografia”, explica Peres. Enquanto escreviam normalmente, essas regiões cerebrais, que costumam estar alertas durante uma tarefa intelectual, como a escrita, voltavam ao normal. 

Os cientistas resolveram, então, comparar o conteúdo dos dois textos. Se era verdade que o cérebro estava com a capacidade de raciocínio limitada durante a psicografia, os pesquisadores levantaram a hipótese de que os textos produzidos em transe refletissem isso e fossem mais pobres.

Para a surpresa geral, ocorreu justamente o contrário. O conteúdo das psicografias era mais complexo e elaborado do que os textos feitos em estado pleno de consciência. Entre os médiuns mais experientes, essa variação era ainda mais perceptível.

“Os médiuns referem que ‘a autoria dos textos psicografados foi dos espíritos comunicantes e não pode ser atribuída a seus próprios cérebros’. Essa é, sim, uma hipótese plausível entre as várias possibilidades de compreendermos esses primeiros achados”, diz Peres. 

Opiniões à parte, o estudo tem pelo menos uma conclusão clara: mesmo que tudo seja obra da mente dos médiuns, como diz a ciência, boa parte deles não tem consciência disso.




PORQUE SENSITIVOS SENTEM-SE DRENADOS PERTO DE PESSOAS FALSAS por Luiza Fletcher



Tem pessoas que te causam um certo tipo de "sufocamento", "constrangimento" ou "náusea"? Que sugam a sua energia e você foge para não ficar perto delas? Não é misticismo, talvez você seja um "empata" ou "sensitiva". Eu por exemplo, sou sensitiva! Tenho este dom de leitura corporal incrivelmente avançado sem fazer qualquer esforço, sendo muito natural para eu fazer leitura de uma pessoa... é impressionante esta capacidade que possuo desde sempre. Roberta Carrilho


Os seres humanos com sensibilidade emocional aumentada foram oficialmente identificados em 1991 pela psicóloga Dra. Elaine Aron. Ela descobriu que 15-20% da nossa população poderia ser classificada como sensitiva. Ela chegou a propor que os seus cérebros processam informações sensoriais e regulam as emoções de forma diferente.

Empatas são muito mais sensíveis a emoções e comportamentos. Eles são ouvintes natos, genuínos, e muitas vezes muito generosos. Mas como são tão finamente ajustados ao meio ambiente, muitas vezes podem detectar pessoas e comportamentos falsos. Eles prosperam em relacionamentos profundos e honestos e literalmente não conseguem lidar com pessoas pretensiosas.

Porque empatas são drenados por pessoas falsas?
Se você é um empata e interage com alguém hipócrita, dissimulada, mentirosa, egoísta, consegue ver através desses fragmentos. Você não consegue simplesmente ignorar este fato – pois ele realmente desencadeia um estado de desconforto. Os sintomas são tanto mentais quanto físicos, tais como cansaço, frustração, mãos úmidas, ou aumento da batida de coração.

Mas não é a aversão à pessoas falsas que te machuca, é entender que essas pessoas são uma cortina de fumaça para esconderem a sua própria dor. No entanto, manter-se perto delas não é algo que te deixa confortável.

Comportamentos e situações que são um problema para sensitivos

Exemplos comuns de comportamentos que acionam o alarme de um empata:
  1. Fazer elogios falsos apenas para receber aceitação;
  2. Fazer de vítima sempre quando questionado suas ações;
  3. Dissimular uma realidade quando pergunta do passado da pessoa;
  4. Culpar os outros pelos resultados e nunca assumir que pode ter sido o agente causador da reação; 
  5. Justificar sempre suas ações;
  6. Embelezar histórias ou verdades para ganhar a aprovação dos outros;
  7. Agir de forma dura para mascarar os verdadeiros sentimentos de vulnerabilidade;
  8. Fazer-se de engraçado forçadamente;
  9. Fazer-se de maduro, responsável e comportar de forma adversa daquela;
  10. Achar graça em comportamentos de pessoas socialmente antipatizadas; 
  11. Ser rude ou sem educação querendo transparecer ser maduro ou responsável;
  12. Não saber ouvir um não sem se ressentir ou evadir do local;
  13. Impor um estilo de vida ao outro;
  14. Comparar as pessoas com sua família como se fosse o modelo a ser seguido;
  15. Aconselhar inveja ou ressentimento com falsas delicadezas;
  16. Comprometer-se facilmente em ganhar a aceitação dos outros;
  17. Fanáticas e repetitivas;
  18. Impor uma ideologia partidária sem respeitar a sua que é diferente;
  19. Renunciar a sua personalidade natural para tentar agir de outra maneira.

Respostas e reações comuns de sensitivos

Suas reações instintivas podem incluir:
  1. Evitar a pessoa por completo devido às más vibrações que você sente quando está ao seu redor;
  2. Sentimentos de medo e mal-estar que só param quando você se distancia da fonte;
  3. Dificuldade para formar frases, responder perguntas sobre si mesmo;
  4. Afastar ou ignorar evitando qualquer contato mais prolongado;
  5. Mentir quando encontra que está atrasado ou que alguém está esperando para sair de perto sem ser indelicado em dizer que a companhia daquela pessoa lhe é extremamente desagradável e incomoda;
  6. Experimentar sentimentos de culpa por não querer estar perto da pessoa;
  7. Sentir-se fisicamente enjoado depois de longas interações com pessoas falsas;
  8. Ter vergonhas que outras pessoas a veja conversando ou interagindo com ela em locais públicos;
  9. Ficar constrangido com a insistência em querer aparecer para todos que é seu amigo nas redes sociais e fora delas quando encontra casualmente;
  10. Falta de vontade de falar ou contribuir para a conversa ir mais longe;
  11. Querer simplesmente largar tudo e deixar a situação o mais rapidamente possível.

As melhores maneiras de lidar com pessoas falsas, sendo um empata:
É um fato inevitável da vida ter que lidar com pessoas falsas, dissimuladas, mentirosas, egoístas, constrangedoras de vez em quando. Como um empata, simplesmente fugir destas situações não é uma opção. Em vez disso, você deve usar estes 3 princípios-chave para manter a compostura e evitar reações negativas quando se lida com pessoas falsas.

1.Seja sempre sincero
Muitas vezes nos encontramos em uma situação de conflito: como uma pessoa sensível, como podemos falar se sabemos que podemos ferir os outros? Bom, para começar, dizer “não” a um pedido não te torna uma pessoa ruim.

Se é bom para você, é bom para os outros, e vice-versa. Nunca tenha medo de ser sincero e dizer “não” quando necessário. Os outros devem controlar suas próprias emoções, não importa a sua resposta, por isso não é sua culpa se ficarem chateados.

2.Lembre-se de seguir o seu próprio caminho
Outro erro comum é se deixar levar com a tentativa de ajudar a o máximo de pessoas possível. Embora seja ótimo ajudar os outros, você deve definir um limite para buscar seus próprios sonhos e esperanças. Caso contrário, você vai ficar vazio, e será incapaz de continuar a ajudar os outros.

Em vez disso, você precisa ser ousado e seguir seu coração. Não deixe que os outros fiquem em seu caminho e lembre-se de que você não pode salvar o mundo inteiro. Não negligencie o desenvolvimento pessoal e a importância de seguir o seu próprio caminho.

3.Compreenda que você não pode agradar a todos
Querer agradar os outros pode parecer inocente, mas pode ser altamente prejudicial para si mesmo. Se você está sempre indo contra si mesmo para agradar aos outros, suas próprias necessidades são colocadas em espera. Eventualmente, você ficará drenado, exausto e será incapaz de agradar a alguém.

Você se beneficia quanto aumenta a sua autoestima, então lembre-se: suas necessidades devem estar satisfeitas antes que você possa atender a outros adequadamente.


P.S.:
Livro: Use a Sensibilidade a seu Favor - Pessoas Altamente Sensíveis - Aron,Elaine N.

Eu ainda não li este livro ... mas fica a dica para quem for sensitivo ou empata! Quem ver este post e ler me dá um toque aqui e me conta o que achou do livro.



Segue a sinopse:
O objetivo deste livro é ajudar pessoas que tem um filho que chora por qualquer coisa, pessoas que se sentem ameaçadas por outras, ficam tímidas na frente da pessoa amam e para professores e terapeutas que têm de ajudar pessoas sensíveis a serem felizes. A autora aplica testes de auto-análise que ajudam a identificar a sensibilidade pessoal e oferece dicas de como lidar com o sentimento de rejeição e saber a importância em deixar de ser uma pessoa tímida - características das *PAS. Segundo a pesquisa, as PAS possuem habilidades comuns, como conseguir localizar melhor os erros e evitá-los, capacidade de profunda concentração, alta eficiência em tarefas que exigem vigilância, precisão e velocidade e percepção de detalhes, capacidade de aprender sem perceber que estão aprendendo, processam informações com os níveis mais profundo da mente. Homens sensíveis são valorizados pelas mulheres. Mulheres sensíveis são valorizadas pelo mercado de trabalho. Pais sensíveis escutam os seus filhos mesmo no silêncio. A autora busca orientar profissionais, educadores e pais, além da própria pessoa, a lidar com essa característica. 

*PAS - Pessoas Altamente Sensíveis 



sexta-feira, 19 de agosto de 2016

HOJE SE COMEMORA O DIA MUNDIAL DA FOTOGRAFIA - PARABÉNS A TODOS VOCÊS FOTÓGRAFOS !!! AMO SUA ARTE



Hoje se comemora o 'Dia Mundial da Fotografia' na sua 177ª edição. Amo esta arte!! Em especial quero homenagear uma pessoa muito querida por mim...

Um dos mais expressivos fotógrafos mineiros contemporâneos que conheço e gosto. Sua sensibilidade em retratar nossas belezas mineiras com seus coloridos barrocos e os tons dourados do amanhecer entre as montanhas e casarões que só ele consegue. É de encher os olhos e suspirar com a alma. E olha que sou quase uma voyeur profissional nesta área... compartilho com vocês o trabalho maravilho deste talentoso fotógrafo mineirismo Pepê Ouro Preto
Abraços, 
Roberta Carrilho


























Para mais informações entre em contato com o 
Pepê Ouro Preto nos links abaixo. 





segunda-feira, 15 de agosto de 2016

7 ILUSTRAÇÕES ENGRAÇADAS QUE MOSTRAM COMO É DORMIR COM UMA PESSOA AO SEU LADO


Dormir com uma nova pessoa é um grande desafio, mas pode se acalmar, não estamos falando de fazer sexo e sim fechar os olhos e dormir. Cada tem manias diferentes na hora de dormir, mas existem coisas que todo mundo passa quando está dormindo com alguém. O melhor disso é que ninguém nunca pensou sobre isso até que Jacob Andrews resolveu ilustrar a experiência de se dormir com alguém que você gosta do seu lado.

Além de rir muito com as ilustrações, você provavelmente vai se identificar com a grande maioria delas e pode até mesmo compartilhar com seu grande amor ou com seus amigos que também dormem com outras pessoas. A seguir, veja as ilustrações:

1- Você se encaixam primeiramente e parece que tudo está bem, mas isso não vai durar a noite toda


2- O suor começa a aparecer e suas peles parecem se tornar uma só. Uma sensação horrível


3- E quando se separam, querem ficar juntos, e quando estão juntos querem distância


4- Posições estranhas começam a ser feitas pelo seu parceiro, mas você não percebe as suas posições


5- Quase todo mundo fala durante o sono e isso pode assustar quem tem sono leve


6- E depois de um noite conturbada, agradece por dormir sozinho…


7- …mas depois de um tempo percebe que não é tão legal



Fonte: Ultracurioso



SE VOCÊ ESTIVER CANSADO DE TUDO, POR FAVOR LEIA ISSO



Quando falamos em cansaço, logo vem à mente o cansaço físico, mas não é nesse sentido que continuaremos esse texto, porque às vezes, o cansaço psicológico machuca tanto quando o cansaço do corpo.

Existem momentos em nossas vidas que nos esgotamos de tal maneira que acabamos ficando sem forças, querendo simplesmente pular um período da vida, dormir e acordar quando tudo estiver melhor. A vontade é manter distância do mundo, porém acabamos descobrindo que essa não é a melhor opção, pois está longe da solução.

O mundo em que vivemos é extremamente cansativo. É muito ingrato. É possível cansar simplesmente por viver nele e assistir diariamente tantas coisas ruins acontecendo, você passa olhar só o lado negro. Você está cansado de amar muito, dar algo ao mundo que nunca lhe dá nada em troca. Você está cansado da incerteza e da monotonia da vida cotidiana.

Talvez você costumasse acreditar, talvez vivesse cheio de belas esperanças, pensando que o otimismo superava o cinismo e se sentia pronto para recomeçar. Mas, após ter o coração despedaçado, promessas não cumpridas e planos fracassados, você sente que perdeu tudo. O mundo nem sempre lhe tem sido bom, você perdeu mais do que ganhou e agora não sente absolutamente nenhuma inspiração para tentar novamente. Entendo.

No fundo, estamos todos cansados. Cada um de nós. Ao chegar a uma certa idade, não somos mais do que um exército de corações partidos e almas doloridas buscando desesperadamente pela harmonia. Queremos mais, mas estamos cansados demais para pedir. Não gostamos de onde estamos agora, mas estamos com muito medo de começar algo do início. Temos de assumir riscos, mas sentimos medo de ver como tudo em nosso entorno pode simplesmente desmoronar. No final, não temos certeza de quantas vezes podemos começar tudo de novo.

A verdade é que, às vezes, cansamos uns dos outros. Estamos cansados dos jogos que jogamos, das mentiras que contamos a nós mesmos, da incerteza que semeamos entre nós. Não queremos usar máscara, mas tampouco queremos continuar a ser tolos e ingênuos. Temos de jogar nossos odiados papeis e fingir sermos alguém, porque não temos certeza da nossa escolha.

Sabemos o quão difícil é seguir fazendo algo ou fingir fazer novas tentativas, quando já estão acabando as forças mentais. E aqueles ideais otimistas que estavam tão próximos parecem inatingíveis e ilógicos. Mas já que você está tão perto de desistir de tudo, pedimos uma coisa: tente de novo, com todas as suas forças!

Uma grande verdade é que somos muito mais resistentes e alegres do que podemos imaginar e isso é uma verdade inquestionável. Somos capazes de dar mais amor, mais esperança, mais paixão do que damos hoje. Queremos resultados imediatos e desistimos se não os vemos. Estamos desapontados com a falta de respostas e deixamos de tentar.

Você entende que nenhum de nós consegue estar inspirado todos os dias? Todos ficamos chateados e cansados. O fato de você se sentir exausto e cansado da vida não significa que esteja imóvel. Cada pessoa que você já admirou, quando buscou seus sonhos, também já falhou algum dia. Mas isso não o impediu de alcançar seus objetivos. Não desista, não importa o que você esteja fazendo, seja uma tarefa comum ou planos grandes e magníficos.

Quando estiver cansado, vá devagar. Mova-se com calma, sem pressa. Mas não pare! Você está cansado por razões objetivas. Sente-se esgotado porque está mudando e fazendo muitas coisas. Está exausto porque está crescendo. Algum dia este crescimento poderá realmente lhe inspirar.



Fonte: http://www.equilibrioemvida.com/2016/08/se-voce-estiver-cansado-de-tudo-por-favor-leia-isso/


domingo, 14 de agosto de 2016

SER PAI É UM ATO POLÍTICO por Pedro Vieira Abramovay (Feliz dia dos pais)


Levar a paternidade a sério e dividir completamente as tarefas com a outra pessoa responsável pela criança é descortinar diante de si camadas de machismo

Só há duas coisas que mães podem fazer e pais não: parir e amamentar. Todo o resto pode ser dividido de forma absolutamente igual entre homens e mulheres ou entre casais do mesmo sexo.

Mas essa não é a realidade. O papel de cuidadora como algo “natural” da mulher parece estar imbricado na nossa forma de ver o mundo. Isso, em grande parte, é usado para justificar que mulheres ganhem menos que homens, não sejam promovidas e que não sejam respeitadas como profissionais. Como se o seu único papel natural fosse o de mãe.

Não há nada de natural na ideia de que mulheres devem dedicar mais tempo aos filhos e filhas, à casa, do que os homens.

Ser pai é uma das melhores coisas da vida. Mas tendo sido convidado para escrever neste dia dos pais, quero menos falar dos prazeres, e mais sobre o ato político que é ser pai. Levar a paternidade a sério e dividir completamente as tarefas com a outra pessoa responsável pela criança é descortinar diante de si camadas de machismo. As camadas que determinam a maneira como a sociedade impõe à mulher seu lugar de cuidadora primária dos filhos.

O gesto de dividir plenamente as responsabilidades é visto, quase sempre, como estranho. “Que sorte a sua, né, Carol, o Pedro te ajuda tanto a cuidar do Joaquim”. Quantas vezes a gente já ouviu essa frase? Nunca ninguém me disse o contrário: “Que sorte a sua, Pedro, a Carol te ajuda tanto a cuidar do Joaquim”.

Esses comentários, mesmo que sutis, expressam a visão de que o papel central da mulher na sociedade é o de mãe. E isso se reflete na forma como tratamos a licença maternidade.

Com certeza a presença de pais e mães junto aos filhos nos primeiros meses de vida é algo fundamental. E não há como negar que o enorme desequilíbrio nas licenças paternidade e maternidade geram uma profunda distorção na vida profissional de homens e mulheres.

No Brasil, são quatro meses (podendo ser estendidos a seis) de licença para mulheres e cinco dias (podendo ser estendidos a 20) para homens. As consequências dessa diferença são profundas e nefastas.

Sabendo que eu iria escrever este artigo, fiz um post no Facebook pedindo para que as pessoas relatassem histórias de como essa distorção na licença afetou sua vida profissional. Recebi muitas histórias. Relato aqui algumas, que certamente não dão conta da gravidade da situação, mas ajudam a ilustrar o problema.

Uma mulher que trabalhava em uma organização de direitos das mulheres (sim, o patriarcado é perverso) conta que foi contratada já com o aviso: “nada de engravidar nos próximos dois anos, hein?”. No fim, ela engravidou e isso foi tratado como um problema. Duas semanas antes do fim da licença, foi chamada pela chefe para um jantar e informada que, como ela ia ter que amamentar na volta da licença e teria mais dificuldade para viajar, seu cargo seria ocupado por um homem e ela assumiria uma função menor.

Uma mulher contou que recebeu ordens para não contratar mulheres, pois se têm filhos, saem para buscá-los na escola mais cedo ou ficam com eles quando doentes e, se não têm, sempre podem engravidar.

A ÚNICA MANEIRA DE LIDAR COM ESSE PROBLEMA É TER LICENÇAS EQUIVALENTES PARA HOMENS E MULHERES, ALTERNADAS ENTRE SI OU EM CONJUNTO

Essas perguntas não são feitas aos homens, que levam uma vantagem expressiva na competição com as mulheres, afinal as empresas contabilizam o tempo de ausência dessas mulheres, ou mesmo o risco de que elas se ausentem, numa fase essencial para a consolidação profissional.

Na volta da licença, as mulheres ouvem comentários como: “agora que você ficou seis meses de férias, pode pegar mais pesado”. “Que bom que você pôde descansar esse tempo todo”, como se cuidar das crianças não fosse um trabalho difícil. Só quem delegou essa tarefa à mãe ou a uma babá pode afirmar isso. A sociedade precisa que pais e mães cuidem das crianças. E esse custo deve ser repartido entre todos e todas.

A única maneira de lidar com esse problema é ter licenças equivalentes para homens e mulheres, alternadas entre si ou em conjunto. Muitos países já fazem isso. Compartilhar a licença será um passo fundamental para desnaturalizar o papel da mulher como cuidadora primária.

A situação de desigualdade entre mulheres e homens no mercado de trabalho e nos espaços de poder é gritante. Há uma excelente matéria feita pelo Nexo que mostra que mulheres com ensino superior ganham apenas 58,4% dos homens com a mesma escolaridade e a diferença na licença é um dos elementos importantes para isso (em países onde a licença é igual, essa diferença é bem menor).

Não se trata apenas do salário. Entre as 200 maiores empresas do Brasil apenas 3 (3!) são comandadas por mulheres. Na política não é diferente. 10% das deputadas são mulheres. Essa dificuldade de mulheres assumirem espaços de poder está diretamente relacionada com a naturalização de que o lugar da mulher é em casa cuidando dos filhos.

Na organização na qual eu trabalho adotou-se uma política de licença igual para mulheres e homens. Recentemente, em um dos departamentos da organização, havia duas mulheres grávidas e prestes a sair de licença. Alguém fez uma brincadeira infeliz: “Isso que dá contratar tantas mulheres”. E o diretor do departamento pôde responder: “Agora, isso não faz nenhuma diferença aqui. Homens e mulheres tiram a mesma licença”.

Minha filha vai nascer este mês. Eu vou tirar três meses de licença. No nascimento do meu primeiro filho, tive apenas cinco dias. Estou muito feliz com a possibilidade de me dedicar integralmente a esse cuidado no começo da vida da minha filha. Sei que vai ser um trabalho duro e gratificante. É muito curioso o olhar das pessoas – sobretudo homens - ao saberem que vou ficar três meses afastado. Parece algo estranhíssimo, uma espécie de privilégio, umas férias imerecidas. Quando se trata apenas da possibilidade de eu exercer meu direito e minha obrigação como pai.

Ser pai é uma experiência linda e transformadora. Mas é também um ato político. A sociedade precisa de pais. Não pais que estejam dispostos a ajudar as mães a cuidar dos filhos e filhas. Mas pais que ajudem a mostrar que o cuidado das crianças é tarefa compartilhada.

Pedro Vieira Abramovay é formado em direito pela USP, mestre em Direito Constitucional pela UnB, foi Secretário Nacional de Justiça (Governo Lula) e é atualmente Diretor para a América Latina e Caribe da Open Society Foundations.



Fonte: https://www.nexojornal.com.br/ensaio/2016/08/13/Ser-pai-%C3%A9-um-ato-pol%C3%ADtico

OSTRA FELIZ NÃO FAZ PÉROLA por Carolina Zimmer


O artigo defende que o sofrimento, a infelicidade e o incômodo são capazes de impulsionar a criação de obras extraordinárias.

Você já pensou sobre tudo aquilo que a dor e o sofrimento são capazes de fazer por você?

Que mesmo vivendo o pior pesadelo você pode criar algo extraordinário a partir dele? Algo que realmente faça a diferença para outras pessoas, algo que impacte o seu ambiente, a arte, a história ou mesmo que traga alento, alegria e discernimento para outros seres humanos, tão sofredores quanto você?

As mais lindas histórias de amor, sempre têm um quê de desencontro, ânsia e tragédia.

As pinturas mais expressivas, normalmente assim o são, porque o artista era um atormentado, que o diga Van Gogh, que decepou a própria orelha em um momento de insanidade.

Grandes escritores são conhecidos não só pela genialidade com que conduziram suas obras, mas também pelas suas tragédias pessoais, muitas culminando no suicídio, como nos casos de Ernest Hemingway e Virginia Woolf. Ouso dizer que a obra deles só é tão relevante para a humanidade, porque o incômodo que viviam era de proporção tal, que a única forma de expressar e construir algo válido era por meio da arte.

Mas será que para criar algo fantástico, digno de espanto e admiração é necessário ser infeliz?

Ao que tudo indica, sim. Não infeliz para sempre, mas miserável e sofredor por um tempo, até porque, uma das características da vida é a impermanência das coisas, o que nos faz concluir, otimistamente, que o inferno não é aqui.

A arte surge do incômodo. Do estorvo, Chico Buarque fez um livro. E fez músicas, músicas de relevância política, numa época em que pensar alto poderia gerar um sofrimento torturante, que, diga-se de passagem, ele conheceu mais de perto do que a grande maioria dos brasileiros, já que viveu no exílio e viu a tortura de muitos amigos.

Não há como existir o belo, se não existir o feio para servir de adubo.


Momentos de harmonia, paz e felicidade são gloriosos e devem ser desfrutados pedacinho por pedacinho, como aquele último pedaço do bolo feito pela vovó. Não duram para sempre e não produzem nada novo, são para gozo e fruição, apenas.

Mas saiba, que somente as ostras que sentem o incômodo de um grão de areia que insiste em arranhar o seu interior macio é que produzem pérolas. Como já dizia o grande contador de história Rubem Alves: “Ostra feliz não faz pérola”.

E levando em consideração que é a infelicidade e o sofrimento que trazem a evolução para cada um de nós, quero encerrar citando Lacan: “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você.”

Que tal transformar em uma pérola?





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sábado, 13 de agosto de 2016

A DIVINA VIVIEN LEIGH (a inesquecível Scarlett O’Hara do clássico O vento levou) por Carla Marinho



Mais de 30 anos de carreira, que poderiam ter rendido mais do que os 19 filmes, mas que mesmo assim mostraram várias facetas de seu trabalho que lhe rendeu 2 prêmios da Academia. O casamento com um dos maiores atores ingleses, que acabou colocando-os num patamar de nobreza britânica. A fama de beleza e felicidade, mas que escondia do grande público uma doença constante e progressiva: a bipolaridade.

Hoje, quatro décadas após sua morte, a sua obra é reconhecível, mas sua personalidade permanece intocada, nunca verdadeiramente conhecida ou entendida. Ainda ficamos maravilhados com a sua beleza e talento levados aos filmes e a sua performance naqueles que são considerado dois dos maiores papéis femininos já criados, Blanche Dubois e Scarlett O’Hara. Essa é Vivien Leigh.


Ela costumava dizer que havia um pouco dela em cada personagem que representava, fosse a Cynthia de "Fogo sobre a Inglaterra", Elsa de "Um Ianque em Oxford" ou Scarlett de "E o vento levou", mas foi Blanche de "Um bonde Chamado desejo", com toda a sua inconstância, quem chegou mais perto de sua real personalidade.

Vivian Mary Hartley nasceu em 1913, na Índia, onde seu pai trabalhava como corretor da Bolsa de valores, passando boa parte de sua primeira infância lá. Seu pai gostava de teatro, e se emocionou com a primeira performance teatral de sua filha, aos 3 anos, recitando poesias. Aos 6, sua mãe achou que ela deveria ter uma educação inglesa, e a garota foi mandada para um convento, onde permaneceu longe da família. Lá ela fazia pequenas peças, tornando-se uma das garotas mais populares da escola.


Aos 15 voltou a viver com os pais, e a viajar. Aos 19 anos casou-se com Leigh Holman, advogado, 12 anos mais velho que ela, e no ano seguinte já era mãe. Após o parto, Vivian foi estudar na Royal Academy of Dramatic Arts, conseguindo pouco tempo depois algumas pontas em filmes. Foi então que mudou seu nome de Vivian para Vivien, acrescentando o sobrenome do marido, Leigh.

“Look up and laugh” de 1935 foi um dos seus primeiros filmes. Sua voz fina e seu rosto rechonchudo levavam a crer que não teria muito futuro, mas ela seguiu no teatro, e fez um enorme sucesso com “The mask of Virtue”, chamando a atenção do ator Laurence Olivier. Olivier já tinha a carreira estabilizada no teatro, e Vivien, assim como todos, desejava trabalhar ao seu lado. O inevitável aconteceu e eles acabaram se apaixonando. Foi um relacionamento problemático no início, pois ambos eram casados e com filhos. Em 1937 estrelaria seu primeiro filme ao lado de Olivier, “Fogo sobre a Inglaterra”.

Olivier e Vivien em "Fogo sobre a Inglaterra"

Em “Tempestade num copo d'água”, ao lado de Rex Harrison, ela provou que podia fazer comédias. No mesmo ano ela faria sucesso ao lado de Charles Laughton, como uma artista de rua em “St. Martin’s Lane”.

Apesar de ter aparecido em 10 peças e 10 filmes ainda não era reconhecida fora da Inglaterra. Foi quando soube dos testes para elenco de "E o vento levou", versão cinematográfica do livro de Margaret Mitchell, ambientado na guerra civil americana. Ela decidiu ir à América para tentar, e foi a 244ª atriz a fazer os testes. Tinha 26 anos.

Sua escolha causou enorme surpresa aos fãs da obra, pois o papel de uma heroína tipicamente sulista era entregue a uma inglesinha. Deixara para trás atrizes como Paulette Goddard, Katherine Hepburn e até mesmo Bette Davis. Mas o resultado provou ser justo, e a Scarlett de Vivien cativou milhares de fãs no mundo inteiro. Com o filme ganhou o seu primeiro Oscar.

Em 1940 a atriz voltou a contracenar com Robert Taylor, em “A ponte de Waterloo”, que ela considerava seu filme favorito. Neste mesmo ano ela divorciou-se de Leigh, dando-lhe a guarda de Suzana, sua filha de 6 anos, e casou-se com Olivier. Estrelaram mais um filme juntos, “Lady Hamilton, a divina Dama”. Vivien seguiu paralelamente sua carreira no cinema e no teatro, encenando peças de Bernard Shaw. Quando filmava “Cesar e Cleopatra”, a atriz caiu no set e sofreu um aborto. Foi também durante esse período começaram a surgir os primeiros sintomas de sua doença emocional.


Em 1945 Vivien aceitou outro papel no teatro em “The skin of our Teeth”, tendo seu primeiro esgotamento físico e sendo forçada a se retirar da peça por ser diagnosticada com tuberculose. Vivien também sentia-se frustrada, pois, sabendo dos planos de seu marido Olivier, de trazer “Hamlet” para as telas, ofereceu-se para o papel de Ofélia, mas ele acabou escolhendo uma atriz mais jovem. Ela seguiria fazendo “Anna Karenina”, ao lado de Ralph Richardson, no cinema, um de seus grandes fracassos.

Com Olivier
Em 1950 a atriz aceitou o desafio que ficaria marcado como um dos pontos altos de sua carreira. Blanche, de “Um bonde chamado desejo”, de Tennessee Williams. Teria Marlon Brando como parceiro. Uma verdadeira provação, em que ela exibia aspectos de sua própria personalidade conturbada, que estavam se tornando difíceis de dissimular. Para esquecer os problemas emocionais, ela passaria a trabalhar cada vez mais e mais. O esgotamento lhe renderia alguns ataques de nervos e seu 2º Oscar.

Com o elenco de Um Bonde Chamado Desejo

As suas mudanças de humor se tornavam cada vez mais freqüentes, fazendo com que em momentos de fúria quebrasse janelas, atacasse pessoas, fizesse cenas para depois se desculpar quando se acalmava. Nas clínicas, passava por tratamentos de choque, que se tornavam ineficientes. Para Olivier, a pressão tornava-se quase insuportável, e ele costumava dizer que Vivien havia lhe dado alguns dos melhores momentos de sua vida, e também alguns dos piores. Aos 40 anos a estrela de Vivien começava a cair. Em 1956 ela fez “Tito Adronico” no teatro, ao lado de Olivier. Ele, um enorme sucesso no papel principal, ela, num papel minúsculo. Ela passava então, por enormes problemas, com ataques maníacos cada vez mais constantes.

Olivier acabara por deixá-la por uma mulher mais jovem. Em 1964 Vivien viveu seu último papel no cinema, “A nau dos Insensatos”, onde interpretava uma mulher de idade avançada, com dificuldades para aceitar a sua idade. Durante as filmagens a atriz teve novos problemas de saúde, passando por mais tratamentos de choque, sendo obrigada a ausentar-se dos sets por estar tremendo em algumas cenas. Estava claro que os tratamentos não faziam efeito.

O círculo estava se fechando. Ela que amava tanto a magia, era agora uma mulher doente. Em 1967 Vivien morreu, de tuberculose. Foram 53 anos de todos os humores possíveis. Se fosse possível escolher uma frase que resumisse a sua vida, seria esta de Blanche Dubois, que ela tão bem viveu no cinema:

“Há coisas que não são imperdoáveis.
A crueldade deliberada é uma delas.
Isso é uma coisa que para mim é imperdoável.
E eu nunca, nunca serei culpada disso.”



Fonte:



quinta-feira, 11 de agosto de 2016

LER DOSTOIÉVSKI É HUMANIZAR-SE por Lilian Lima



Um dos escritores que mais esquadrinhou a mente humana foi o escritor russo Dostoiévski (1821-1881). Não foi à toa que a psicanálise ocupou-se de sua obra e o existencialismo a teve por uma de suas bases. Escritores como Kafka e pensadores como Nietzsche tiveram em Dostoiévski não só uma fonte de inspiração, mas um alicerce. 

Dostoiévski ao que parece, tinha um poder de observação e absorção de outros seres humanos fora do comum. Sim, pois ele criava personagens tão reais que quase podemos vê-los, ouvi-los e tocá-los. Suas mentes são profundas e complexas e Dostoiévski as descrevia de uma forma tão minuciosa que desbancaria o mais capacitado psicólogo.

Mas era sobre a desgraça; a dor da existência que ele escrevia. Seus personagens em sua grande maioria eram bêbados; prostitutas; miseráveis; desvalidos; esquisitões; loucos e criminosos. Pessoas perdidas e desorientadas na vida.

Mas se por um lado Dostoiévski fazia sangrar seus manuscritos com todo caos humano, por outro fazia uma tênue, mas constante luz brilhar no meio das trevas. Fazendo seus personagens dizerem coisas como ‘’A beleza salvará o mundo’’; ‘’Não me ajoelhei diante de ti, mas diante de toda dor humana’’. E ao lermos tais coisas nos ajoelhamos diante de sua escrita, tamanho êxtase ela nos traz.

Sua obra revela os homens e revela o homem atrás do escritor. Um homem por demais humano. Seus livros são como um lamento. Um lamento à condição humana sobre a Terra. Mas incapacitado de 'salvá-la', senta-se e chora com ela pois ele próprio se via como parte desta condição.

Dostoiévski teve uma vida um tanto tumultuada. Problemas familiares na infância (com o pai); o exílio à Sibéria na juventude; e sua personalidade sensível e idealista, provavelmente o moldaram ao seu estilo literário. Embora viesse de uma família nobre e tivesse tido uma carreira militar, deixou tudo e optou por viver da escrita. Mas sua vida como escritor não fora fácil. Sofria dos nervos, vivia endividado e acabou por viciar-se em jogos; enquanto escrevia as pressas para conseguir algum dinheiro. Por fim, parece que fez de tudo matéria prima para suas estórias e tornou-se o grande escritor que foi.


E como não lembrar-se também de personagens como Aliócha? Ou Zózima? Personagens singelos e elevados? Não, nem tudo é trevas no coração humano dos personagens de Dostoiévski. Porém, ninguém é bom o suficiente. Mas mesmo nos corações errantes, eis fagulhas de virtudes incrustadas nas sombras.

Com sua morte em 1881 - depois de escrever ‘’Os Irmãos Karamázov’’ -, uma obra que alguns consideram não acabada, pois Dostoievski havia começado um terceiro volume, encerra-se então sua carreira. A obra, aclamada como uma das mais importantes da literatura mundial, e que consagra o amadurecimento literário do autor, ainda hoje tem sua síntese a ecoar no pensamento filosófico: ‘’Se Deus não existe tudo é permitido?’’ Uma pergunta que ultrapassa as limitações do crer ou descrer.

Dostoiévski deixou o mundo com um feito extraordinário. 
Pois ler Dostoiévski é conhecer a humanidade.


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